Em meu penúltimo artigo, comentei que diante das maravilhas deste mundo, em uma visão superficial, Deus parece ser a melhor explicação. Porém, se nos aprofundarmos no assunto, a hipótese divina se sustenta?

A navalha de Occam afirma que diante de duas explicações para um mesmo fenômeno, a mais simples tende a ser a mais correta. Se a pergunta for, por exemplo, como surgiu o universo, e houver duas explicações:

1- Deus criou o universo

2- O universo surgiu de uma explosão originada por uma flutuação no vazio quântico.

A explicação 2 parece ser de longe a mais complicada, pelo menos para quem não tem um doutorado em física. Mas então por que os céticos não aceitam a explicação 1 como a verdadeira se ela é mais simples?

Primeiramente porque simplicidade, neste contexto, não significa aquilo que é mais fácil de entender; ora, não poderíamos esperar que nossos cérebros, que se desenvolveram para caçar e contar fofocas, tenha facilidade em compreender um dos maiores mistérios do universo. Portanto, dentro de um contexto científico, a explicação mais simples é aquela que contém o menor número de afirmações não comprovadas.

Quando um crente lê a explicação 1, não vê aí nenhuma complicação, afinal já é tomado por ele, como uma premissa verdadeira, o fato de deus existir. Porém, se tentarmos ser minimamente imparciais nesse assunto, veremos que dizer “deus existe” é uma afirmação carente de evidências. Poderíamos afirmar, por exemplo, que quem criou o universo foi o Pelé, e essa seria uma afirmação menos absurda; afinal, o Pelé existe, e há várias provas e evidências disso. Só restaria comprovar que o Pelé de fato tenha criado o universo, mas essa prova também falta a deus.

Já a explicação 2, apesar de bastante complicada tecnicamente, parte apenas de premissas comprovadas, isto é, condiz com o que observamos em aceleradores de partículas, telescópios, cálculos matemáticos etc.

Abaixo, deixo o link para um fantástico documentário do History Channel que conta sobre o Big Bang, como viemos a saber tanto sobre a origem do universo. Além de tratar sobre o Big Bang, podemos, por meio deste documentário, entender como se dá o processo científico de construção de conhecimento. Vale a pena ver até o final.

History Channel – Além do Big bang

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19 Comments

    • Gustavo dos Anjos
    • Posted 30 de dezembro de 2009 at 1:40
    • Permalink

    É exatamente isso que digo (ou, ao menos, tento dizer) para amigos crentes. Sempre me perguntam qual é ,sendo ateu, minha explicação para a origem do universo. Respondo prontamente: não sei. Replico: e para vc, como o universo surgiu? A resposta é a mais trivial: Deus criou o universo.

    Diante dessa resposta, tento argumentar que essa situação nos deixa ainda piores como poder de explicação. Antes, apenas não sabíamos como surgiu o universo. Agora, temos doois problemas sem respostas. Continuamos sem saber a origem do universo, como também não sabem o que é deus.

    Explicar algo (o universo) com um novo elemento também inexplicável (deus) não nos ajuda em nada. Pior, complica. Mas parece que esse simples raciocínio não entrar na cabeça crente. Acho que é desonestidade intelectual mesmo. Nenhum deles é burro.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 30 de dezembro de 2009 at 4:29
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    É interessante perceber que ainda hoje se recorre ao argumento de Aristóteles para a existência de deus e de tudo o que existe com espantosa frequência. Poucos religiosos se dão conta da fragilidade deste argumento do “motor primeiro inamovível”, onde nada pode surgir do nada, e tudo precisa ter uma fonte primeira: logo esta fonte seria deus.

    Mais uma vez percebemos aqui o deus das lacunas: o que a ciência não consegue (ainda) explicar, explica-se com a fé. Entretanto, o argumento por si só se mostra contraditório…se nada surge do nada, então de onde surgiu este deus? Claro, não sou o primeiro, nem serei o último a fazer esta pergunta, e já ouvi as mais diversas respostas (nenhuma delas chegou nem perto de ser satisfatória).

    • Ivo Bitencourt
    • Posted 15 de janeiro de 2010 at 17:32
    • Permalink

    O UNIVERSO ANTES DO BIG BANG

    Para entendermos a auto criação do universo, temos que partir do nada material,
    uma energia escura sem massa em estado de repouso ou vácuo quântico. Porque se fosse criado a partir de uma matéria existente não seria o início e sim uma etapa da criação.
    Um sistema fechado sempre está sujeito à flutuação do ponto zero. Havendo o deslocamento de uma energia, receberá uma resistência em sentido contrário, como um pêndulo, iniciando um movimento ondulatório, e estará criado o espaço e o início do tempo. O vácuo em estado de repouso se opõe às forças de compressão ou expansão, mas a vibração de uma energia é natural, pois o espaço já foi criado, haverá apenas a troca de posição no espaço em instantes de tempo ad-perpetum.
    A matéria é energia em vibração, a ciência percorrendo o caminho inverso da criação, decompôs a matéria em seus elementos constituintes até chegar à energia parada, onde não existe o espaço e o tempo, mas contêm todas as possibilidades de existência, inclusive o homem e sua consciência.
    A primeira vibração do vácuo concentrou a energia num espaço reduzido, produzindo o aumento da velocidade da vibração pelas forças de compressão e expansão, gerando a primeira partícula, o bóson de Higgs que se desdobrou em Quarques, que se desdobraram em Prótons, Nêutrons e Elétrons, e estavam criadas as partículas para a montagem dos átomos de hidrogênio. Formando um universo desse gás, sujeito à atração gravitacional, para formar estrelas e dar início à produção em série dos elementos químicos que compõem o universo atual.
    Esta, deve ter sido a trajetória da auto criação do universo, se houve uma grande explosão foi muito depois que o universo já estava criado.
    Se não foi assim, teria que haver uma inteligência fora desse sistema, como supôs Platão, um deus, o demiurgo (“fabricante” ou “artesão”), que, contemplando de fora como observador, tratou de produzir suas experiências de criação, sujeitas a erros de percurso, culminando com o acidente de uma grande explosão. Para depois seguir com novas experiências, inclusive a vida, tantas vezes interrompida aqui na terra, e teríamos que perguntar, quem criou esse demiurgo? E assim sucessivamente.
    É muito mais lógico o panteísmo de Anaxágoras, Giordano Bruno, Spinosa e outros, que Deus é a natureza. Se a matéria é energia em vibração, como disse Virgilio, (“Mens agitat molem” o espírito anima a matéria). O espírito de Deus ou vácuo quântico se expressa na matéria, tornando-se o UNO de Plotino. Portanto, Deus é espírito e matéria, se não fosse assim nem estaríamos nos referindo a Ele.
    A tradição mística, sempre divinizou o espírito e erroneamente demonizou a matéria, agora as religiões deverão assimilar essa nova compreensão da realidade, para se reconciliarem com o divino, sob pena de continuarem ofendendo a Deus.
    Pelo exposto, deduz-se que a auto criação é dinâmica, não segue nem um propósito, como disse o sofista Protágoras (não há nada decretado no céu para ser cumprido na terra, o homem é livre para fazer e desfazer o que lhe aprouver para o seu destino). Tanto é assim, que o futuro da humanidade é incerto, vai depender da ação dos governantes das nações.
    A ciência descobriu Deus, com outros nomes, embora não admita, mas para nós pensadores teístas basta, para continuarmos a nossa fé justificada.

    Ivo da Silva Bitencourt -30/12/2009

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Bruno Teixeira
    • Posted 15 de janeiro de 2010 at 20:29
    • Permalink

    IVO disse:
    “A ciência descobriu Deus, com outros nomes, embora não admita, mas para nós pensadores teístas basta, para continuarmos a nossa fé justificada.”

    A ciência descobriu muitas coisas, mas um ser inteligente e perfeito criador do universo ainda não.

    Um crente pode chamar seu chinelo de Deus, mas o chinelo continua sendo apenas um chinelo. Se isso é uma prova de Deus para um pensador teísta, então vale a pena nos perguntarmos o que significa pensador.

  1. Muito bom o artigo.

    A verdade é que Deus realmente NUNCA explicou nada e talvez (não gosto de ter certezas quanto ao futuro, mas esse “talvez” é quase um “com certeza”) nunca explicará.

    Deus não é reposta, é pergunta.

    • DAVI CABRAL
    • Posted 8 de março de 2010 at 18:21
    • Permalink

    RAPAZES VCS ME DÃO PENA MESMO,DE ONDE VCS ACHAM QUE NÓS VIEMOS?VC VAI MORRER E LOGO VC SABERÁ SE DEUS EXISTE OU NÃO.O TRISTE DISSO TUDO É QUE QUANDO VC CHEGAR LÁ,VC VERÁ QUE PERDEU A VIDA EM ALGO EM VÃO.NOSSA INTELIGENCIA EXTRAORDINÁRIA NÃO PODE TER SAÍDO DO NADA.E DEUS ELE EXISTE E NÃO FOI CIRADO,ELE É AUTO SUSTENTÁVEL,MAS COMO ELE FAZ ISSO,NÃO SOMOS NÓS MEROS HOMENS QUE NOS MASTURBAMOS QUE VAMOS SER CAPAZES DE ENTENDER ISSO,ACORDA RAPAZ DEIXEM DE SER LOUCOS,VCS SÃO APENAS UNS FAZ COCÔ NO VASO E NADA MAIS QUE ISSO.SE A CIENCIA É TÃO INCRIVEL QUERO VER ELA DR VIDA A UM SIPLES MOSQUITO QUE MORREU.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Eduardo Bitencourt
    • Posted 8 de março de 2010 at 21:18
    • Permalink

    Tava demorando para aparecer um fanático.

    Mas a parte do “NÃO SOMOS NÓS MEROS HOMENS QUE NOS MASTURBAMOS (…)”
    Interessante que o Davi citou o fato de homens masturbarem como se isso fosse uma das características mais fundamentais. Homens que masturbam não podem entender deus. Pelo menos é isso o que se conclui.

    Imagino que nunca deveriam ter ido para a Lua pois não somos nós “homens que nos masturbamos” que iríamos construir um foguete. E como os egípcios construiram as pirâmides enquanto se masturbavam é algo que eu desconheço. Se bem que Einstein deveria estar em uma masturbação muito boa quando elucidou da Lei da Relatividade.

    Enfim, é cada um que me aparece…

    • sulfx
    • Posted 19 de abril de 2010 at 15:00
    • Permalink

    não é atoa que Einstem disse “Deus é um objeto da fraquesa humana”, mas ele acreditava em Deus, perguntaram a um grande cientista ameriado muito celebre,
    o Senhor acredita em Deus?
    ele então respondeu…
    Graças a DEUS NÂO. ???????? “X” icógnita
    acontece é que tudo que se tem certa duvida sobre a origem alguns (minoria) preferem parar por ali mesmo e outros (maioria) atribuem a DEUS. como que disendo…
    Haaa não vamos entender isso mesmo vamos acreditar que Deus existe e pronto…
    emfim eu acredito sim na existencia dele.
    só naõ acredito nas religiões, porque crente até o diabo é!
    as religiões até hoje tem se mostrado a pior arma de destruição em massa, uma verdadeira desgraça.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 19 de abril de 2010 at 23:30
    • Permalink

    De onde você tirou essa ideia? Einstein era ateu. http://ateusdobrasil.com.br/noticias/carta-que-mostra-que-einstein-era-ateu-vai-a-leilao/ Se ele ACREDITAVA em deus? Certamente não. Se ele admitia a remota possibilidade de existência? Claro que sim…até eu. O ateu que é convicto de uma não existência não representa a maioria dos ateus, pois a convicção é própria dos religiosos, e fruto direto da sua ignorância.

    • Gabriel Peres
    • Posted 3 de maio de 2010 at 21:57
    • Permalink

    Muito interessante esta página! A minha opinião é que os cientistas [ateus/ agnósticos] não se diferem dos cristãos no sentido de ter fé, afinal nem a ciência que eles pregam como seu grande trunfo jamais poderá explicar todos os fenômenos. Existe sim a concordância entre fé e conhecimento. Einstein: ” A ciência sem religião é aleijada; a religião sem a ciência é cega”. Existe um livro científico totalmente pertinente: “Não tenho fé suficiente para ser ateu”- Norman Geisler & Frank Turek. No âmbito cientifico, aborda comprovações empíricas como Teoria da relatividade geral, Leis da Termodinâmica, Argumento Cosmológico,etc. Vale a pena conferir os dois lados da moeda, sem ser tendencioso. Abraços!

    • Gabriel Peres
    • Posted 3 de maio de 2010 at 22:04
    • Permalink

    Analisando a última parte da afirmação feita por um colega acima:

    “O ateu que é convicto de uma não existência não representa a maioria dos ateus, POIS A CONVICÇÃO É PRÓPRIA DOS RELIGIOSOS, E FRUTO DIRETO DA SUA IGNORÂNCIA.”

    E você, está totalmente CONVICTO dessa afirmação?

    No mínimo contraditrório…é engraçado como por exemplo acusam cristãos de serem intolerantes, quando na verdade ateus não são nada tolerantes quando alguém se opõe a eles.

    • Gabriel Peres
    • Posted 3 de maio de 2010 at 22:12
    • Permalink

    Ps:nosso amigo está equivocado quanto ao ateísmo de Einstein. O físico acreditava sim, em um deus panteísta. A boa interpretação de texto nesses momentos é importante, para perceber que na carta ele se refere às ESCRITURAS BÍBLICAS e religiões ESPECÍFICAS, e claramente não entra em méritos de existência divina.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 3 de maio de 2010 at 22:44
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    Gabriel, seu argumento é velho e carece de embasamento. Volto a afirmar, o ateu convicto não representa a maioria dos ateus, e não há nada de contraditório nisso. Isso não foi revelado a mim por um ente superior, são dados estatísticos. Olhe o próprio fórum ateus.net/forum e veja quantos dos seus usuários afirmam saber 100% que deus não existe. Eu diria que menos de 5%, mas você pode fazer essa pesquisa de campo, será interessante.

    Não se trata de ser tolerante ou não. Você é tolerante quanto a pedofilia (ao menos que você seja católico), adultério, corrupção? Eu também não sou tolerante para com a ignorância. Sim, pois a ignorância é a maior arma da religião. Antes que você distorça o que estou dizendo, não estou afirmando que os religiosos são burros. Longe disso. Mas ignorância no stricto sensu da palavra, por desconhecer algumas coisas, preencher as lacunas com explicações extraordinárias.

    a ciência que eles pregam como seu grande trunfo jamais poderá explicar todos os fenômenos.

    Claro que não, e essa é a grande magia da ciência. Ninguém tem a pretensão de explicar todas as coisas, nem tampouco se inventa respostas quando não se sabe a verdade (coisa que a religião faz muito bem). A ciência está constantemente sendo revisada, reformulando o que até então se entendia por certo, diferente da religião engessada, baseada em dogmas.

    A ciência não explica tudo, a religião não explica nada.

    • Gabriel Peres
    • Posted 8 de maio de 2010 at 0:26
    • Permalink

    Victor, meu argumento não foi em cima dos outros ateus, mas sim da própria frase que você escreveu, ou seja, usou da própria convicção para afirmar que a mesma é coisa de “gente ignorante”. O que eu quero dizer é que muitas pessoas criticam atitudes mesmo quando elas próprias se encontram na situação, apenas com “embalagens” diferentes… A “velhice” do argumento não corrói sua veracidade…

    Se os “ateus” deste fórum citado não são posicionados sobre a existência de Deus, então não são ateus, e deveriam procurar outra comunidade, pois se denominam agnósticos.

    Também acho que é ‘ingenuidade’ sua dizer que ‘ninguém’ na ciência pretende explicar todas as coisas, e está equivocado mais uma vez em dizer: “[a ciência]nem tampouco inventa respostas quando não se sabe a verdade”. O que me diz das HIPÓTESES sobre surgimento do universo, da raça humana, vegetal e tudo que existe por ai. Se não fosse assim, porque tantas SUPOSIÇÕES?

    Evolucionismo? interessante. Nada comprovado.
    Quarta dimensão? Universo cíclico? Sinto muito, mas se no fim das contas é tudo que eles tem, é melhor apelar pra mágica mesmo[…]

    E se outros ainda se acham a ‘síndrome de down’ dos macacos, eu acho que não fica tão absurdo acreditar em um Deus Criador. É só inverter os aspectos, e ver que julgar os outros sem enxergar-se pode ser a maior ignorância de todas.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 8 de maio de 2010 at 3:06
    • Permalink

    Mais uma vez você parte de um conceito um tanto quanto duvidoso sobre ateísmo. Você é da escola que diz “ateu é aquele que nega a existência de deus”. Ateu, como a própria análise epistemológica da palavra nos permite perceber, é simplesmente aquele que carece de crença em um deus qualquer.

    Ateus e agnósticos não se confundem. Agnóstico afirma que não é possível saber se deus existe ou não, e as chances seriam quase de 50% pra cada lado. Eu, como ateu, falando por mim mesmo, afirmo que a existência de um deus, por motivos mil, é MUITO IMPROVÁVEL, porém possível. A existência de um deus cristão é ainda mais improvável, pelos mesmos motivos que o deus xintoísta, os deuses keltoi e o deuses nórdicos são extremamente improváveis.

    Mais uma vez volto a afirmar, por mais que você não entenda. Ateus não são convictos da não existência de deus. Claro que pode haver alguns que se afirmem como tal, mas como eu disse anteriormente, não representa (ainda bem) o pensamento da maioria dos ateus.

    Essa frase no final do meu post anterior não é minha. =) E eu gostaria que você me informasse um cientista que disse ter a resposta para todas as perguntas, ou pretendesse alcançar tal meta.

    Evolucionismo não é comprovado? Você só pode estar de gozação. Olha em volta, as espécies, a distribuição geográfica, os milhares de fósseis encontrados. Ah não, claro…existe também a possibilidade de tudo ter sido criado há apenas 6 mil anos atrás, em apenas 6 dias, por um deus entediado que mais tarde afogaria todos os seres vivos, menos aqueles que predestinou para Noé salvar. Piada.

    • Gabriel Peres
    • Posted 11 de maio de 2010 at 1:03
    • Permalink

    Certo, esse é um outro conceito de ateísmo que eu desconhecia. E eu bem sei que existe muita gente por aí se dizendo representante de algo, mas na verdade é um falso. Aplique isso também ao meio Cristão, e verá que da mesma forma existe gente incorreta no que faz ou fala, mas que estes jamais representarão o todo.

    Mas uma coisa que eu nunca vou mesmo entender, é como alguém que afirma tantas coisas, pode dizer que não suporta ‘dogmas’! [me diga algo que você “não” tem certeza?]

    Então pode me responder que suas afirmações são comprovadas, aquele negócio de empirismo, repetitividade, coisa e tal. As minhas afirmações TAMBÉM são comprovadas, e muito melhor, por experiência própria e pessoal que eu tenho com Jesus Cristo, no meu coração. E isto felizmente não pode ser observado, lido em livros ou atestado em qualquer laboratório do mundo ! ! ! =)

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/10. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 13 de maio de 2010 at 1:58
    • Permalink

    Eu poderia dizer milhões de coisas das quais não tenho certeza. Vou começar com uma que você vai gostar de ouvir: Eu não tenho certeza que não existe alguma forma de Deus criador, apesar de compreendê-lo como algo extremamente improvável. Dizer que algo é improvável não é negá-lo. Coisas improváveis acontecem todos os dias. Mas nisso, acho que os cristãos também concordam comigo, afinal não é famosa a frase “Creo quia absurdum est”?

    Nem mesmo as verdades científicas, milhares de vezes comprovadas, são tidas por verdade absoluta. Mas apenas por algo mais provável.

    Sua experiência pessoal não vale como exemplo. Há milhares de lunáticos no mundo que conversam com seres imaginários, e nem por isso eles existem. Provavelmente existe alguém na índia agora dizendo que possui uma experiência pessoal que comprova a existência de Brama.

    E por fim, vamos analisar brevemente a palavra Dogma:

    dogma
    (latim dogma, -atis, opinião, dogma, do grego dógma, -atos)
    1. Ponto fundamental e indiscutível de uma crença religiosa.
    2. Máxima, preceito.
    Fonte: http://www.priberam.pt

    Você realmente acha que isso se aplica a ciência? Você me fez uma pergunta, e eu te devolvo outra. Me diga um ponto científico que é impassível de ser questionado, só um. Não é por que outras pessoas tentam argumentas com absurdos infundados que, caso apareça algo mais plausível, as velhas “verdades” não serão substituídas.

    • Gabriel Peres
    • Posted 15 de maio de 2010 at 21:08
    • Permalink

    Talvez ‘dogma’ não se aplique à ciência propriamente dita, mas eu me refiro às pessoas tendenciosas(e não são poucas) que fazem uso da ciência, seus experimentos e resultados para divulgar e embasar suas ideias como se fossem incontestáveis e únicas, pessoas essas que encobertam ou desconhecem seus paralelos. Elas acabam se tornando extremamente arrogantes e orgulhosas. Estão espalhadas por qualquer canto, principalmente nas faculdades, um ambiente que ao invés de “libertar”, está bitolando e castrando. Então os leigos absorvem tudo como se fosse um oráculo divino. E eu acho esse um fenômeno muito interessante mesmo.

    Está certo Victor, você tem um bom posicionamento, é inteligente, civilizado e tudo mais, e eu respeito mesmo isso.
    E argumentos pra debater nunca vão faltar pra nenhum de nós! Mas a minha intenção não é convencer-te de nada. Afinal se eu sigo a Jesus, devo entender o que é o amor e assim praticá-lo, e certamente coerção não combina com isso.

    Discussões assim são saudáveis, mas talvez eu me encaixe mais ao perfil “lunático” mesmo! Crer em Deus é a maior viagem de todas, e não é pra qualquer um…

    “Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. 1 Coríntios 1:27

    “Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente. 1 Coríntios 2:14

    Boa sorte na sua caminhada.

    • Ivo Bitencourt
    • Posted 19 de maio de 2010 at 18:46
    • Permalink

    Deus e Deuses
    O deus das religiões não existe.
    O Deus verdadeiro é a “Energia Escura” de onde provém o universo material, inclusive o homem e sua consciência. Que com sua mente interaje constantemente com este fundo imovel de energias, no qual estamos submersos, e retorna para nós energia amplificada para as nossas realizações. Ivo Bitencourt


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