Recentemente foi revelado ao mundo um dos casos mais estarrecedores de pedofilia entre padres. Desta vez foi na Alemanha onde, até agora, 115 ex-alunos de colégios católicos resolveram romper o véu do silêncio e denunciar suas experiências acadêmicas desagradáveis.

Ainda mais revoltante é a Igreja Católica, que parece estar muito mais preocupada em manter a sua boa imagem do que em prezar pelo bem estar das crianças que frequentam seus cultos. Segundo a Ministra da Justiça alemã, o Vaticano criou um “muro de silêncio” para tratar deste caso, afirmando que a Igreja orienta seus membros a não divulgar tais assuntos fora da instituição, dificultando, desta forma, a ação da justiça dos homens.

A conclusão da ministra é corroborada por uma carta do falecido João Paulo II que, em 1999, aconselhava Robert Burns, um padre com histórico de abusos, a mudar de área ou continuar na mesma área desde que sua permanência não acarretasse novos escândalos.

Aqui no Brasil também há alguns casos semelhantes. O do padre Ângelo Schiarelli, por exemplo, pego pela polícia em flagrante no quarto com uma menina de 13 anos. O padre, de 64 anos, havia sido transferido de São Lourenço do Oeste onde já havia suspeitas de abusos contra menores.

Existem muitos outros casos descobertos e, provavelmente, muitos outros mantidos em segredo com sucesso.

Segundo a doutrina católica, a castidade não é um sacrifício, mas um fruto do Espírito Santo, que ajudando os homens a controlar suas mentes, aproxima-os de Deus.

Evidentemente, não podemos cobrar sucesso do Espírito Santo nessa missão. Afinal, além de não haver qualquer sinal deste, somos seres sexuados e, por isso, o sexo possui uma relevância psicológica bastante grande em todos nós. Essa relevância é muito mais prevalente nos homens, que, por razões evolutivas, possuem uma libido bastante maior do que a média das mulheres.

Com padres, obviamente isso não poderia ser diferente. A tentativa de coibir a natureza humana com dogmas religiosos é uma tentativa fadada ao insucesso, o problema assume maior proporção quando essas falhas envolvem crianças, alvos fáceis para padres predadores.

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6 Comments

    • Wallace
    • Posted 12 de março de 2010 at 12:16
    • Permalink

    A coisa mais patética possível é um dogma que seja contra nossa natureza. Como vc disse, tá fadado ao fracassso. Pelo que me lembro, em outras culturas, como algumas africanas, se aceita que líderes religiosos tenham família. Não há porque imaginar que sejam menos competentes por isso. Talvez até mais, pois quem daria melhor conselhos matrimoniais, senão um padre casado e que vivencia essas situações na prática?

  1. O celibato é uma das coisas mais idiotas que conheço. Só não é mais idiota do que a crença das pessoas que se propõem a ele.

    Embora eu tenha asco de pastores evangélicos, pelo menos neste quisíto (o celibato) sou obrigado a admitir que são menos idiotas.

    • MISS MARPLE
    • Posted 12 de março de 2010 at 18:30
    • Permalink

    O problema aí não fica restrito ao psicológico…há que considerar-se o componente FISIOLÓGICO – a tal testosterona…Quem sabe uma solução para esses problemas todos não fosse a castração pura e simples de todos os padres? Sem testosterona circulante, em pouco tempo não correriam mais o risco de sucumbir às “fraquezas da carne”, e a igreja católica não teria que valer-se de subterfugios para manter a sua “boa imagem” (?)

  2. hehehe…castrar padres?? Que papo radical MISS!! (embora cômico hehehe)

    Mas caso isso acontecesse, eles iriam querer fazer sexo por outras “vias”. Basta ver o imenso número de padres pederastas que existe. Imagine castrados então.

  3. Esse é o resultado do respeito que os religiosos prestam à bíblia, que não contém uma passagem definindo o que é uma criança, que por sua vez pode ser o que eles bem entenderem…
    Um debate meu com um Teísta sobre o assunto:
    http://www.ateueatoa.com/2010/02/ateus-x-teistas-mats-vs-fabenrik.html