Em geral, pensamos na religião como a verdadeira guardiã da moralidade humana, sem a qual a sociedade se desintegraria. Acredita-se que, sem Deus, tudo é permitido. Por que pensamos dessa forma? Porque é mais fácil decorar chavões que pensar no assunto. Assim, tentemos entender por que a religião, em termos morais, é algo virtualmente inútil, possuindo, na prática, apenas um valor marginal. De início, percebamos que os valores morais defendidos por esta ou aquela religião fazem sentido. O fato, entretanto, é que, ao levá-los adiante, nunca conseguimos alcançar os resultados que prometem. Por quê? Porque partem de pressupostos falsos. Por idealizar o homem, os princípios morais que a religião elabora são algo impossível de ser posto em prática, pois dizem respeito a algo que não existe. Não há como esperar que valores feitos para espíritos funcionem para primatas. O que sinceramente poderíamos esperar da moralidade um macaco que se acredita dotado de uma alma eterna a ser julgada por um superchimpanzé imortal que mora na estratosfera?

Ademais, na elaboração de tais princípios de sublime irrelevância, ela não apenas erra o alvo sistematicamente, como também nunca demonstra uma abordagem positiva. A religião não busca solucionar os problemas, mas evitar que surjam por meio da negação de nossa natureza. Busca nos acovardar perante o mundo e perante nós mesmos, desviando nossos olhares do presente e encorajando uma miopia passiva que nos será recompensada no além. Para ilustrar, vejamos a questão do seguinte modo: a função da moral é administrar os problemas sociais decorrentes do fato de sermos humanos. Qual é a solução religiosa? Desumanizar o ser humano, isto é, negá-lo, castrá-lo, torná-lo doente, i.e. espiritualizá-lo. Seu valor, portanto, é meramente negativo. Seus princípios não são respeitados por seres úteis ou racionais, mas por terem respaldo do criador dos céus e da terra, proporcionando algum sentimento de segurança àqueles que os seguem. Essa é a única utilidade da religião no âmbito moral. Trata-se de uma contribuição indireta, de um pretexto para agirmos moralmente, ainda assim, não como homens, mas como serviçais de fantasmas.

Analisemos um pouco mais a questão. Sabemos que uma parcela considerável da população mundial é religiosa e acredita em divindades moralistas. Não parece estranho, entretanto, que vejamos como extremistas os que efetivamente seguem os princípios de sua religião? Na prática, os que governam suas vidas em função de tais princípios são considerados fanáticos alienados, doentes mentais. Porém, se a religião fosse algo realmente verdadeiro, não é exatamente isso o que deveríamos fazer? Mas não fazemos. Religiosos ou não, somos humanos, e nossa intuição prática nos diz que há algo de muito errado nos valores morais religiosos. Muito poucos, na vida real, levam tais princípios a sério. Como isso se explica? Vejamos: por que julgamos inadmissível que se coloque Deus acima da lei? Exatamente porque não tratamos Deus como algo real — não ao pé da letra —, e sim como algo que se escolhe, semelhante a um time de futebol ou a um partido político, ou seja, como um assunto pessoal e privado. Então, no fim das contas, tratamos Deus como aquilo que é: uma crença. Pois bem, isso significa que, em regra, não se acredita literalmente em Deus, acredita-se na crença em Deus. Afirmam acreditar em Deus, mas agem como se ele não existisse. Usemos o mito da criação para exemplificá-lo. Alguém realmente acredita que o mundo foi criado em seis dias? Sabemos que se trata de uma mentira óbvia; não apenas algo improvável, mas absolutamente ridículo, tanto que nem mesmo os fiéis da inerrância bíblica conseguem acreditar nisso literalmente, vendo-se forçados a elaborar sofisticadas interpretações simbólicas para justificar essa paspalhice que algum lunático tirou da cartola. Então por que respeitamos tais crenças? Por questão de boas maneiras. Pelo mesmo motivo que não dizemos às pessoas obesas que são obesas, aos paraplégicos que são paraplégicos, e assim por diante. Sabemos da verdade, mas não a dizemos simplesmente para não magoá-las, para não ferir seus sentimentos, pois viver já é duro o bastante, e não precisamos jogar à cara dos indivíduos suas limitações, defeitos e inépcias simplesmente porque isso é verdade. Não julgamos que estar certo é uma justificativa boa o suficiente para ser rude e grosseiro.

Como qualquer dependente, aquele que precisa de crenças religiosas estapafúrdias para conseguir ser moral provavelmente tem problemas em lidar com a realidade. Não zombamos de suas crenças não porque elas nos inspirem qualquer respeito, mas simplesmente para poupá-los, para não tornar sua vida ainda mais difícil. Basta que imaginemos como seria nossa vida se dependêssemos de mentiras para viver em paz, se tivéssemos de defendê-las como se fossem verdades, mesmo sabendo perfeitamente bem que são mentiras, e isso nos dará uma ideia de como acreditar em besteiras deve ser difícil. Por exemplo, caso precisássemos acreditar que no céu vive um holograma suicida três-em-um; caso precisássemos acreditar que nossos entes queridos são vertebrados imortais. Como continuar a acreditar quando a realidade toda demonstra que estamos completamente errados? Nossa única alternativa viável seria não pensar muito no assunto — e é exatamente o que se faz. Isso porque, para qualquer indivíduo educado, deve ser extremamente perturbador ter de acreditar nessas asneiras. Então supomos que, se acredita em algo tão desvairado, deve ter bons motivos para isso — e como esses motivos são invariavelmente vergonhosos, temos a boa educação de deixá-los em paz com suas demências. O fato é que ninguém precisa de Deus porque ele não existe, mas da crença em Deus muitos precisam, e esse é o único motivo pelo qual respeitamos tais crenças. Claro que, pessoalmente, não temos dúvida alguma de que se trata de uma idiotice sem tamanho.

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25 Comments

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Eduardo Bitencourt
    • Posted 17 de abril de 2010 at 12:17
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    Eu tenho a impressão de que esse texto poderia render dois, na verdade. Mas não interessa, ficou muito bom assim. Dois assuntos espinhosos (para os teístas, não para nós) em uma rematada.

    Destaque para o “superchimpanzé imortal que mora na estratosfera”. Rachei de rir aqui!

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 17 de abril de 2010 at 19:20
    • Permalink

    já posso até prever o “Red Guy 32” dizendo:

    “nem todo ateu é amoral /imoral, mas os religiosos tem maior tendência à moralidade”

    • Red Guy 32
    • Posted 18 de abril de 2010 at 9:42
    • Permalink

    Muito boa, Victor.

    Esse texto reduz a crença a algo muito simplista e tira todos os crentes para retardados mentais. Muitas pessoas que acreditavam em Deus contribuiram para a sociedade de maneira ímpar, mas você insiste em dizer que essas pessoas “tem problemas em lidar com a realidade”.
    A religião sempre parte do princípio de que o homem é imperfeito e portanto falível (Romanos 3;23) ou seja, encara as coisas como elas são. Não há nenhuma idealização envolvida. Há sim, uma busca pelo ideal, a partir de parâmetros bem definidos, uma coisa que o ateu não possui, pois o mundo não oferece esses parâmetros. Logo, é o seu texto que parte de pressupostos falsos e não a religião.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Eduardo Bitencourt
    • Posted 18 de abril de 2010 at 10:59
    • Permalink

    “Encara as coisas como elas são”?

    Bom, na bíblia que eu li essa passagem (Romanos 3;23) fala algo ligeiramente diferente.

    “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;”
    Dá a idéia de que o homem é imperfeito e infalível sim. Mas somente porque este supostamente desobedeu a Deus. Ou seja, muito mais do que o que as coisas simplesmente são.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 19 de abril de 2010 at 0:00
    • Permalink

    Caro “Red Guy 32”


    Muitas pessoas que acreditavam em Deus contribuiram para a sociedade de maneira ímpar, mas você insiste em dizer que essas pessoas “tem problemas em lidar com a realidade”.

    Voltando ao exemplo que foi anteriormente dado. John Nash foi um matemático e economista brilhante, entretanto era esquizofrênico. O fato de alguém ter “contribuído para a sociedade de maneira ímpar” não implica que ela seja 100% lúcida.

    Há sim, uma busca pelo ideal, a partir de parâmetros bem definidos, uma coisa que o ateu não possui, pois o mundo não oferece esses parâmetros. Logo, é o seu texto que parte de pressupostos falsos e não a religião.

    Se esses “parâmetros bem definidos” aos quais você se refere for o que a bíblia expressa, então acho que a sociedade ganha muito mais não tendo tais padrões. Afinal, não queremos apedrejar quem trabalha aos domingos (só pra citar um exemplo…). E não venha com esse papo de “ah, mas para aquela época…” se a bíblia é fruto de uma revelação divina, de um ser que dizem ser onipresente, onipotente, e onisciente, tais “leis de deus”, ou como bem colocou santo Agostinho “lex aeterna”, como o nome já diz, deveria ser uma lei eterna, afinal deus é atemporal e com toda a sua perfeição, deveria ser capaz de criar leis igualmente perfeitas, que vencessem as barreiras do tempo.

    Mas parece que esse deus perfeito só tem criado coisas imperfeitas afinal. Ou será que esses “parâmetros bem definidos” aos quais você se refira são na verdade o Zeitgeist da igreja, que vem mudando de tempos em tempos e nada tem a ver com os primórdios do cristianismo? Esse cristianismo moderno, que é pregado por padres pedófilos e pastores avarentos, sedentos por dinheiro e poder.

    Me esclareça, amigo Red Guy 32, de quais “parâmetros” estamos falando aqui?

    • sulfx
    • Posted 19 de abril de 2010 at 16:40
    • Permalink

    Muito bom… o assunto renderia muitos bytes na rede….

    amigo Victor Alves. Red Guy32 e outros…
    por favor só ousem questionar e debater coisas após terem entendimento sulficiente para provar o que se está falando…você disse que se Deus foce perfeito ele faria leis iguamente perfeitas que venceriam a barreira do tempo, o que você cha que ele poderia fazer? se ele estipulace que os mandamentos sriam..

    I Xingue o seu pai de corno e sua mãe de puta
    II mate
    III coloque bastante xifre na sua esposa
    IV roube bastante
    V diras sempre mentira para seus irmãos
    VI cobice inveje roube mate foda-se com sua vida e de quém você conseguir…

    se foce esses os mandamentos você iria crer em Deus né? porque isso sim venceu as barreiras do tempo e perdura até hoje cada ves mais intenço.
    agora “Hebreus 13:18 Jesus Cristo é o mesmo ontem hoje e eternamente”
    e dexa eu te falar uma coisa victor ele não mudou ainda não, as leis dele servem para hoje também… pórem (não é uma critica mas uma observação), (para um ateu é complicado explicar isso pois ele naõ vai entender por não ter costume em estudar a existencia e principalmente o “PORQUE” da existencia pois se Pré-ocupa em provar sua inesistencia ou seja antes de pensar se ele sxiste ou não ja tentam diser e provar que ele não existe)
    Mas nós é que não conseguimos cumprir com as leis, poriço a nececidade de Jesus vir a terra para salvar essa cambada aki, até o velho Testamento quem pecase morria a joão blablal, sem argumento. o sacerdote que pecasse tinha que faser uma série de rituais com sacrificios e tudo para se purificar, só que tudo ja tinha perdido o controle, poriço Cristo jesus é considerado o “Cordeiro de Deus”, ele se sacrificou por todos a partir dai não precisava mais de faser aquele monte de coisa, mas bém ja estou entrando em outro assumto que renderia muito…
    mas as leis de Deus permanecem ainda hoje porem é você que vai dizer se cumpre ou não, e este é um assunto delicado em que naõ qxiste tolerancia principalmente por causa dos religiosos,

    E não venha com esse papo de “ah, mas para aquela época…”

    não que seja daquela época mas tem coisas que foram ditas em especifico, como por exemplo o trabalho no Sabado, isso foi uma recomendação de Deus para o povo de israel, se analisarmos bém a maioria dos milagres e trabalhos de jesus eram feitos dias de Sábado, e na época quém guardava os sabados eram os farizeus, aqueles que o mataram.
    é ruim faser citações dar exemplos pasagens biblicas por auto sem saber o que está querendo diser, vejamos, a biblia diz que no Tempo de Deus um dia é como 1000 anos, Deus teria feito a (“TERRA”) em 6000 anos, só que isso é tido pra vocês isso é simplismente (sofisticadas interpretações simbólicas para justificar essa paspalhice que algum lunático tirou da cartola.) como diz o André, então nunca chegaremos a lugar nehuma enquanto ficarmos aki batendo e debatendo esses assuntos, o fato é que o planeta terra existe não é mesmo? acho que ele é bém evidente afinal de contas ele está debaixo de nossos pés, e esta se acabando, nós os proncipais responsaveis por isso, estamos aki num forum tentando provar uns para os outros o que ninguém admite. e o planeta? indepedente de quém ou como ele tenha sido criado, sabemos muito bém por quém ele está sendo Destruido, e o que vamos faser para mudar isso? Provar a inexistencia divina? dizermos uns aos outros que Deus existe ou não existe? a verdade é que estamos poucos se lichando par ao planta, que se dane ele né? e quando estamos morrento sem saida vai pedir ajuda pra quém? DEUS? naõ não me diga.. ! suponho que não vão pedir ajuda a Deus né porque você acha que ele naõ existe.. vai pedir ajuda a quém ao diabo? ou por acaso ele também não exista o que vai fazer? ja que ninguém vai te ajudar vai ter que fazer alguma coisa por si mesmo né!

    “Para quém crê, nehuma explicação é necessário, mas para quém não cre, nehuma explicação é suficiente”

    Abraço a todos e… fiquem com Deus…rsrs

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 19 de abril de 2010 at 23:04
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    Perdoe a sinceridade, mas ler este texto foi sofrível em todos os aspectos.

    Quanto aos mandamentos, por que não adicionar, por exemplo “não escravizarás o próximo”, ao invés das inutilidades de auto exaltação e vaidade? Teríamos poupado o mundo de anos e anos de sofrimento.

    Quanto ao resto, me permita a abstinência de replicar.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Eduardo Bitencourt
    • Posted 20 de abril de 2010 at 0:07
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    Sem querer desmerecer a decisão do Victor, que me pareceu muito sensata, mas essa frase do sulfx merece menção:

    “Para quém crê, nehuma explicação é necessário, mas para quém não cre, nehuma explicação é suficiente”(sic)

    Eu não sei se isso era para servir de lição a nós, ateus, mas eu concordo plenamente.

    “Nenhuma explicação é necessária”. Claro, seres que abdicaram da faculdade de refletir e questionar. Criaturas que tinha todo o potencial para descobrir, mas preferiram viver na comodidade de suas crenças pequenas.

    “Nenhuma explicação é o suficiente”. Concordo plenamente. Se “suficiente” se entende por apatia, o momento em que se atinge a satisfação intelectual a ponto de apagar por completo qualquer tesão pelo desconhecido, então nunca é o suficiente.

    Uma frase resume bem essa nossa postura:
    “Não tenho medo das perguntas difíceis: tenho pavor das respostas fáceis.” A. Malcot

    • Zan
    • Posted 20 de abril de 2010 at 6:50
    • Permalink

    O que se passa com esse Sulfx? Das duas uma: ou é estrangeiro ou muito analfabeto. Sempre esse argumento de “sobreviveu ao tempo”. Ora, td q diz respeito a temas universais do ser humano sobrevive ao tempo. Vários livros, sagrados ou não, estão ai até hoje sendo discutidos (Shakespeare, por exemplo). Isso não prova a existência de nenhum deus e mto menos a existência do deus cristão.
    E, aproveitando a frase citada acima, apenas uma pequena observação: quem disse que buscar explicações é errado? Melhor dizendo, pq uma explicação meia boca ou baseada mais na fé do que em argumentos deve ser aceita?
    A propósito, achei dois sites onde cristãos tentam fundamentar suas crenças através de argumentos racionais. Alguns são até interessantes, mas outros (a maioria)são desastrosos: apologia.com.br(evangélico) e um outro (que esqueci o endereço)chamado suma teológica (católico). Divirtam-se.

    • Red Guy 32
    • Posted 20 de abril de 2010 at 16:59
    • Permalink

    Vocês por acaso já se perguntaram pq os cristãos não praticam a circuncisão? Ou pq comem carne de porco? Essas coisas estão prescritas na Bíblia mas os cristãos não as obedecem, pois eram de cunho prático do povo de Israel. A Bíblia não tem só teoria, mas teoria e prática. A prática refere-se ao povo a que ela estava destinando-se naquele exato momento. As regras práticas do povo de Israel não aplicam-se mais aos dias de hoje. Deus não muda, mas os preceitos mudam conforme o povo a que ele se dirige. Veja bem, Victor, quando você conversa com a sua mãe ou conversa com um colega de trabalho, vc ñ usa o mesmo tom para os dois, vc diferencia e no entanto ainda é vc, vc ñ mudou. Com Deus é a mesma coisa.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Eduardo Bitencourt
    • Posted 20 de abril de 2010 at 18:15
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    Não, não é a mesma coisa.

    O seu deus não conversa com a mãe e com o colega de trabalho de maneiras diferentes.

    Ele conversou uma vez com a mãe, redigindo o que queria dizer de importante em textos separados e desconexos. Isso que ele escreveu para a mãe foi exatamente o que o colega de trabalho leu.

    Fato é que só existe uma “palavra sagrada” e esta seria a Biblia. A Biblia só foi escrita por e para os judeus. Não existe um “tom” para os cristão diferente do “tom” para os antigos hebreus.

    Por que que o seu deus não se deu ao trabalho de se comunicar mais com seus supostos filhotes é um mistério. Porque, sinceramente, eu to pouco me lixando para o quão útil a bíblia era para o antigo povo de Israel, visto que eu não faço parte dele.

    • Gustavo dos Anjos
    • Posted 20 de abril de 2010 at 19:58
    • Permalink

    Afinal, de deus estão falando?

    • BossGrave
    • Posted 22 de abril de 2010 at 14:45
    • Permalink

    Vendo o comentario do sulfx fica evidente a decisão do Cancian de respeitar as crenças, existem pessoas que assassinariam a lógica (se pudessem) para defender suas alienações. São tão dependentes de seus amigos imaginarios quanto um dependente quimico de suas drogas.

    • Red Guy 32
    • Posted 26 de abril de 2010 at 16:16
    • Permalink

    Aham. Então tenta convencer os médicos a adicionarem “crença religiosa” na lista de doenças registradas no CID. Pq é isso q o Cancian pretendeu com esse texto.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 26 de abril de 2010 at 21:34
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    Não precisa, Red Guy 32. Muitos dos sintomas religiosos já estão lá; o último adicionado foi a possessão espiritual, tão comum em dissidências cristãs evangélicas e espíritas (Cf. ICD-10, F44.3).

    • Harry
    • Posted 27 de abril de 2010 at 15:48
    • Permalink
    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 27 de abril de 2010 at 22:49
    • Permalink

    Harry, um belo artigo humorístico.

    • Harry
    • Posted 28 de abril de 2010 at 16:12
    • Permalink

    O problema é que vocês ateus nunca estarão satisfeitos com as explicações, pois sempre terão dúvidas. Enquanto tiverem dúvidas, não se converterão em cristãos. Logo, a tarefa é impossível. Vocês acham que os cristãos não têm suas dúvidas também? E mesmo assim continuam cristãos. Ninguém sabe tudo.

    “Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.”
    Eclesiastes 3;11

    • BossGrave
    • Posted 28 de abril de 2010 at 19:58
    • Permalink

    “PORTANTO, no AT, Deus salvou escravos da morte física por intermédio de seus senhores que os compravam, não permitindo que fossem mortos.”

    Pra um deus oni-potente ele se mostra um tanto quanto oni-incopetente, eu consigo imaginar milhares de formas melhores de resolver a questão. Mas o problema do crente é que ele não pensa, apenas se contenta, e acha tudo muito bom, mesmo sendo uma óbvia mentira.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 29 de abril de 2010 at 0:49
    • Permalink

    vocês acham que os cristãos não têm suas dúvidas também? E mesmo assim continuam cristãos. Ninguém sabe tudo.

    Dá pra acreditar nisso? Você tem dúvidas, mas as deixa de lado, pois é contra a religião questionar os dogmas milenares.

    O que você falha em entender, Harry, é que a grande maioria de nós já fomos religiosos. Nós sabemos muito bem o que é estar do outro lado. E por favor, se você quer convencer alguém de que deus permitiu isso ou aquilo, ao menos procure no google um texto melhor. Esse nem pra rir serve.

    • Harry
    • Posted 29 de abril de 2010 at 10:51
    • Permalink

    Me mostre uma pessoa que não tenha dúvida nenhuma e que esteja segura de tudo que pensa. Não existe. As dúvidas não estão sendo colocadas de lado, e sim sendo confrontadas. Mas elas sempre existirão e não haverá um momento em que todas elas serão sanadas. Isso não é jogar as dúvidas para escanteio, mas admitir que elas existem e conviver com elas, visto que somos seres imperfeitos.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Victor Alves
    • Posted 29 de abril de 2010 at 11:13
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    Você acaba de resumir o esteriótipo do comodismo intelectual.

    • Red Guy 32
    • Posted 29 de abril de 2010 at 20:06
    • Permalink

    Continuo com a minha posição de que o autor do texto reduziu a crença a algo muito simples e fala num nível de arrogância sem igual, colocando-se num lugar acima dos humanos.

    “Olhe como a humanidade é estúpida, mas eu sou diferente, sou melhor. Como os seres humanos são tolos, mas eu percebo a realidade, sou diferenciado”

    Não é desse jeito que vamos ter diálogo.(Sinceramente, acho que o intento desse blog não é ter diálogo, são só ateus vangloriando-se do seu ateísmo, é uma pena. Apesar de o editorial conter a expressão “diferentes pontos de vista”).

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/09. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Eduardo Bitencourt
    • Posted 30 de abril de 2010 at 12:02
    • Permalink

    Na verdade, Redguy, estamos tendo um diálogo agora mesmo. E todos os autores deste blog são membros de um fórum de discussão, o http://ateus.net/forum/index. Portanto, se quiser discutir, abra um post e discuta.

    Fora que você se limitou a dizer que discorda do texto, principalmente da maneira que ele retrata as religiões. Mas não é capaz de mostrar alguma fonte contradizendo o que o Cancian disse. Eu acho que no texto do André, ele adicionou alguns pontos muito interessantes para reflexão como, por exemplo, a maneira como vemos as pessoas que realmente seguem suas seitas.
    Mas e você? Poderia fazer algo mais do que simplesmente criticar? Poderia nos mostrar que a religião é algo bem maior do que o resumo do André?

    • Red Guy 32
    • Posted 1 de maio de 2010 at 23:57
    • Permalink

    O texto do Cancian não se abre ao diálogo.

    Já dei minhas razões e contrarrazões e não citei fontes pq escrevi da minha cabeça.

    A religião não é um fim em si mesma, mas um meio. É imperfeita, pois é feita por homens imperfeitos.