Observe com atenção a figura abaixo:

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Estão representados nessa gravura alguns gestos manuais do nosso cotidiano. Você provavelmente conseguiu identificar o significado de muitos deles, talvez de todos.

Esses são sinais conhecidos em todo o mundo. Aonde quer que você vá, é possível entender e se fazer entender utilizando qualquer um desses exemplos, apesar de alguns sofrem variações em seu significado.

Apontar para algo ou alguém não gera dúvidas quanto ao que se quer dizer; porém, pode ser que, numa excursão por uma tribo apache, você peça, com um gesto, para o índio parar, mas este, entendendo como apenas um cumprimento, responda: “Haw!” e continue seu caminho; ou que, num passeio pela Austrália, entre num bar e, percebendo algum clima não muito amistoso, cumprimente alguém utilizando-se do gesto que representa “paz e amor”. Fazendo-o, num descuido, com as costas da mão voltadas para o sujeito em questão, que não aceitará o insulto envolvendo sua progenitora. Pode-se perceber então que, apesar de determinados gestos serem universais, estão sujeitos a diferentes significados, gerando desentendimentos ignoráveis ou não.

Gestos também têm o poder de motivar ou enfurecer. Quando você faz um trabalho cuja qualidade se considera particularmente boa, a aprovação, mesmo que dita apenas com as mãos, traz certa satisfação pessoal, reforçando a continuidade de tal padrão de trabalho. No trânsito, um gesto obsceno pode ser o gatilho para uma briga séria. Ninguém precisa te explicar o significado, pois você já sabe, assim como ninguém te pergunta por que você sabe, pois parece claro que isso foi aprendido pelo contato com o meio, que tradicionalmente já utilizava esses gestos.

Algo intrigante em relação aos gestos representados na gravura é que, pelo menos em sua maioria, não se sabe dizer quando e onde eles foram criados, se são manifestações intrínsecas do ser-humano ou mero aprendizado e, se assim o são, por que são utilizados, mesmo que de diferentes formas, em povos isolados?

Com certeza não fazem parte de um plano maior, nem nada de sobrenatural. Na verdade não aparenta ser algo que necessite atenção. Não mudaria em nada o modo como os gestos são utilizados, ou o poder que exercem sobre o movimento e a psique humana. Seria uma grande perda de tempo, cujos anos de pesquisa estariam propícios a resultarem em contradições, devido à variedade de abordagens, muitas delas divergentes entre si, porém com os mesmos princípios lógicos e/ou filosóficos.

E se os gestos se chamassem Deus?

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3 Comments

    • inerente
    • Posted 28 de junho de 2010 at 11:13
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    dois camundongos caíram dentro de um vaso cheio de nata um deles ao perceber que seria fútil a tentativa de sobrevivência, logo se adjudicou ao aglomerado lácteo que o envolvia e expirou, o outro sendo pois inflexível debateu-se de tal forma que a nata contida dentro do recipiente completou sua metamorfose sequencial e transformou-se em manteiga e ele obteve seu tão pretendido êxodo.

    • BossGrave
    • Posted 1 de julho de 2010 at 23:53
    • Permalink

    lol inerente, se debata até que a mentira se torne verdade, e ai sim podera escapar do fim que espera a todos.

    • Posted 2 de julho de 2010 at 7:55
    • Permalink

    BossGrave, deves que é o maior de todos os mestres, em afirmar que tal fato desta amplitude é mentira, fosse o caso que estivéssemos insinuando que o planeta terra possui forma retangular, afirma-se com exatidão que é mentira, mas o assunto pautado é um pouco mais amplo e desconhecido para tal afirmação,
    OBS: Uma mentira de fato jamais sobre hipótese alguma se transformara de alguma forma em uma verdade. Mas o desconhecido é uma nata que se bem revolvida podemos desfrutar de uma boa manteiga.
    e esclarecendo, ainda que mentira se volte se e ser verdade não escaparia do fim que espera todos.


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  1. […] This post was mentioned on Twitter by Kenya de Almeida , André Cancian. André Cancian said: [garagem] “D” de Gesto, de Daniel Quintão http://bit.ly/cH3x8w […]