Monthly Archives: junho 2010

Algo comum que os três grandes monoteísmos modernos possuem é o fato de terem suas origens nas terras do Oriente Médio. Para o povo dos Estados Unidos do século XIX, em sua recente independência e nacionalismo, faltava uma história religiosa própria com seus próprios heróis.

Em 1823, Joseph Smith recebeu uma visita que resolveria esse problema: era Moroni, um mensageiro celestial que lhe trazia placas de ouro com a história de uma antiga civilização de imigrantes judeus na América.


Joseph Smith recebendo as placas de ouro de Moroni


As placas, segundo Smith, foram escritas em uma linguagem desconhecida, com letras parecidas com os hieróglifos egípcios. Para conseguir ler tais placas, Smith utilizava-se se óculos mágicos que transformava as letras desconhecidas em inglês.

No processo de tradução, Smith, que não sabia escrever, foi ajudado por Martin Harris, que, através de um cobertor, transcrevia o que ouvia de Smith ao ler as placas de ouro com seus óculos mágicos. O cobertor era necessário uma vez que Harris não podia ver as placas; caso isso ocorresse, Deus o puniria com a morte.

Harris, em sua crença, chegou a hipotecar suas propriedades com o objetivo de cobrir as despesas da tradução e publicação das escrituras. Lucy Harris, certa de que o marido estava sendo enganado, solicitou que ele a trouxesse algumas das páginas para se convencer de que Smith era realmente um profeta. Após receber as primeiras 116 páginas da tradução, Lucy as escondeu e desafiou Smith a reescrevê-las, o que seria uma tarefa simples caso Smith estivesse com o original em ouro.

Diante desse desafio, Smith disse que perdera a habilidade de traduzir, uma vez que Moroni, sob o pretexto de que Satanás estaria no poder da tradução roubada, tomara as placas já traduzidas. Dessa forma, Deus deu a Smith novas placas com a história de Néfi, uma história bastante semelhante. Assim que o trabalho de tradução foi finalizado, as placas e os óculos despareceram, impedindo que a humanidade tivesse acesso a uma das mais esplêndidas provas da existência divina.

Segundo o livro de Mórmon, no ano 600 a.C. um grupo de judeus foi guiado por Deus até as Américas, onde prosperaram até a separação deles em dois grupos rivais, denominados Nefitas e Lamanitas.

Jesus Cristo, segundo a narrativa, apareceu para os Nefitas logo após sua crucificação e ressurreição em Jerusalém, curando enfermos e selecionando 12 apóstolos. Ou seja, uma rotina muito semelhante à que encontramos na bíblia.

Os Lamanitas, o povo mau da estória, iniciam uma guerra que destruiria a todos os Nefitas. Deus, que assistira a tudo sem nada fazer, ficou irado com os Lamanitas, castigando-os com uma pele escura. Essa é a origem dos índios americanos.


Jesus visita os índios; naquele tempo, eles ainda eram brancos.


O momento histórico em que os Estados Unidos se encontravam contribuiu fortemente com a ampliação dessa nova doutrina. Os americanos estavam em plena “marcha para o oeste”, o nome bonito para a brutal e sistemática ampliação do território, que incluía eventualmente guerras e chacinas contra comunidades indígenas inteiras. Sob a ótica mórmon, essa expansão podia ser considerada como uma retomada das terras pertencentes aos Nefitas cristãos, que foram roubadas pelos Lamanitas pecadores.

Em dezembro de 1843, Joseph Smith queria aproveitar seu poder religioso e político e anunciou suas intenções de transformar seu país em uma medonha “teodemocracia global”. Para tanto, anunciou sua intenção de se candidatar para a Presidência dos Estados Unidos.

Os planos ambiciosos de Smith foram interrompidos pela dissidência de alguns de seus colaboradores mais próximos. Entre o principal dissidente estava William Law, um membro bastante respeitado na comunidade Mórmon. Law não apoiava a poligamia, como as leis estavam, ainda, do lado de Law (o trocadilho não é intencional), Smith acabou sendo preso e assassinado logo em seguida.

Hoje os Mórmons são divididos em diversas facções e, apesar da origem controversa e do final trágico de seu messias, seguem como uma das mais poderosas e influentes igrejas dos Estados Unidos. No Brasil, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias possui 1036 capelas e conta com mais de um milhão de fiéis.

O início das religiões:

  1. O Culto à Carga
  2. A Cientologia
  3. Os Mórmons

Scientia [1] é um termo latino – similar ao grego γνώση (gnóse) [2] – que, em sentido amplo, significa simplesmente conhecimento ou saber. Do modo como a conhecemos, pode ser dividida em Scientiae empiricae rerum naturalium (e suas disciplinas como física, biologia, química, entre outras), Scientiae axiomaticae (grupo representado pela lógica e pela matemática), Scientiae rerum humanarum (sociologia, história, linguística, filosofia e várias outras) e Scientia mysteriorum (ou místicas, como astrologia e teologia).

Como todas se propõem a estudar uma determinada área do saber, não há que se falar em hierarquia entre si. No entanto, podemos falar sobre a diferença entre o modus operandi de cada uma delas. As ciências naturais são as que gozam de maior confiabilidade na reprodução de seus dados e são conhecidas strictu sensu somente por ciência, por representarem fidedignamente o que se entende por método científico.

Não cabe aqui estabelecer por quais motivos, mas a sociedade em geral é analfabeta em termos científicos, sabendo vagamente somente do prestígio de que uma pesquisa científica goza. Daí ouvirmos frequentemente que algo foi “comprovado cientificamente” como um argumento fortíssimo de autoridade. Afinal, se aqueles malucos de jaleco provaram, é porque deve ser verdade. O nosso acesso à ciência é restrito ao que já foi mastigado pela imprensa não especializada e ao senso comum.

O método científico possui quatro elementos essenciais [3], quais sejam: caracterizações, hipóteses, previsões e experimentos. Cada fase é rigorosamente controlada e geralmente revisada por pares: cientistas da área que tratam de analisar os procedimentos da pesquisa.

Depois de definida a questão a ser estudada, o próximo passo é reunir informações relevantes e recursos de observação. A fase de elaborar hipóteses vem depois da primeira rodada de observações e é a partir dos seus desdobramentos teóricos que poderemos testar a sua veracidade. Eis o processo de coleta de dados, quando os verdadeiros experimentos acontecem: só serão válidos aqueles que forem controlados em todas as variáveis determinantes. Coletados os dados, parte-se, então, para a sua análise. Postas em xeque, as hipóteses iniciais são interpretadas e determina-se, assim, a sua relevância. Vemos durante o processo que o mais importante não é confirmá-las, mas entender o fenômeno. Logo, mesmo descartadas, as hipóteses anteriores servirão como conhecimento acumulado para novas pesquisas.

Os cientistas, então, enviam seus trabalhos para revistas de divulgação científica, como a Science ou a Nature, ou para os jornais especializados de suas áreas. Por serem periódicos de revisão de pares e de submissão anônima, o verdadeiro mérito da pesquisa não está no nome do cientista, mas na reprodutibilidade dos achados por outros pesquisadores nas mesmas condições.

Mesmo com todo o longo caminho até aqui, o mais comum é que se teste tudo outra vez. Por não haver certezas absolutas em ciência, quanto mais testes forem aplicados a determinada hipótese, mais forte ela será, caso passe em todos eles. Se não for forte o suficiente, não serve como ciência e os cientistas ficarão mais do que felizes em saber que têm em mãos um poderoso método autocorretivo. É assim que a comunidade científica descobre as suas fraudes: por mais que não seja imune a pesquisadores de má índole, tem as ferramentas para desmascará-los.

Desnecessário dizer que todos esses passos são repetidos ad infinitum. Alegar cienticificidade a qualquer coisa não é jogar-lhe um nome bonito e qualificar-lhe de forma impenetrável. Muito pelo contrário, é expor ao máximo aquela alegação de verdade, que somente se sustentará caso realmente seja condizente com a realidade.

Infelizmente para muitos, a ciência só trata das coisas observáveis e, portanto, inegavelmente reais. Para estas pessoas, esse escrutínio pode ser substituído por alegações vagas, que pouco ou nada demonstram para comprovar sua validade. De fato, falham de forma embaraçosa em apontar o próprio fato que serviria de ponto de partida para suas pesquisas. Travestir esse tipo de informação de ciência strictu sensu é um insulto a todos aqueles que seguem à risca a cartilha do estudo sério e relevante.

Eis todo o nosso conhecimento científico sobre todas as questões ditas fundamentais sobre nossa existência. Independemente de serem consideradas perguntas válidas ou não, todas foram satisfatoriamente respondidas. Infelizmente, não parece ser o bastante. Mesmo depois de tanta informação, o crente continua com a mesma posição que tinha antes de todas essas respostas: “não é o bastante”. É esse tipo de insatisfação que rege a nossa tragédia. Contra ela, não importa o quão boas sejam as respostas: ignorá-las faz parte da crença. Tudo isso para que, depois de todas as perguntas incrível e desnecessariamente céticas, a resposta seja um insosso e desejoso “foi deus”.


Notas:

[1] http://la.wikipedia.org/wiki/Scientia [em latim]

[2] http://el.wikipedia.org/wiki/Γνώση [em grego]

[3] http://en.wikipedia.org/wiki/Scientific_method#Elements_of_scientific_method [em inglês]


Da insatisfação I: Como surgiu o universo?

Da insatisfação II: Como surgiu a vida na Terra?

Da insatisfação III: O que é a consciência?

A história da fé, das religiões, da metafísica, quase poderia ser resumida aos métodos que inventamos ao longo do tempo para nos doparmos naturalmente. Se a fé consola, se a meditação acalma, isso ocorre pura e simplesmente porque rezar e meditar são meios de induzir estados mentais que consideramos agradáveis, arrancando recompensas específicas de nossos cérebros. Dentro disso, Deus nunca passou de um grandioso pretexto, pois o fato é que verdades reveladas não nos revelam nada. Invejamos nas catarses místicas dos santos o mesmo que invejamos em junkies com agulhas espetadas nas veias, e quando viciados superam sua dependência por meio da fé, não se trata de milagre algum: apenas mudaram de traficante.

Isso pode parecer uma argumentação delirante. Porém, se o objetivo da religião não fosse dopar os indivíduos, alucinações e experiências místicas, paz na alma, sucesso e felicidade pessoal não seriam vistos como argumentos em favor da veracidade da religião. Ninguém, ao buscar religiões, está em busca da verdade, e sim da felicidade, e isso deixa perfeitamente claro que ter fé se trata de maximizar as possibilidades de sucesso no emprego do efeito placebo. Como a eficiência do placebo está intrinsecamente ligada à nossa capacidade de acreditar, não de saber, a veracidade da crença religiosa torna-se absolutamente irrelevante nesse particular. O conteúdo da crença é simplesmente gratuito, pois não passa de uma metáfora, de uma imagem à qual a convicção pode fixar-se para alcançar o resultado que deseja, coisa que será um benefício prático qualquer, pois é óbvio que, se almejassem conhecimento, se dedicariam ao estudo.

Muitos criticam, não sem razão, a cegueira causada pela fé. Contudo, tendo em vista que a eficiência do efeito placebo depende exatamente da firmeza da convicção, faz perfeito sentido que a fé não dê importância aos fatos, pois sua função não é conhecer, mas exercer controle sobre nosso universo mental. Apenas por isso na religião a dúvida é um pecado, e também por isso se prega desprendimento em relação ao mundo material e submissão à autoridade. Quem acredita quer resultados, não explicações. Basta ter fé: compreende-se agora o que isso significa? Deus existe para tornar a fé possível, e não o contrário. Milagres são os casos em que o efeito placebo deu resultados, e isso é prova suficiente da existência de Deus. Chorem os ateus, mas a crença funciona, do contrário não haveria tantos viciados em fé. Observemos apenas que, assim como usuários pesados de LSD, aqueles que utilizam muita fé dificilmente retornam à realidade. Incapazes de administrar seu vício, a depender de seu caráter, tornam-se santos ou fanáticos.

Se você é ou já foi uma pessoa religiosa, certamente lhe é familiar o sentimento de pertencer a um seleto grupo detentor da verdadeira palavra de deus. O grupo escolhido para transportar, multiplicar e perpetuar os ensinamentos da única verdadeira religião: a sua. Entretanto, basta olhar em volta e perceber que, ironicamente, esse é um sentimento genérico e pertence a todas as denominações religiosas. Poderiam todas estar certas? Se todos são escolhidos, não faz muito sentido se gabar a esse respeito.

Em verdade, tal sentimento existe em toda sociedade na qual prevalece a emoção em detrimento da razão. Como exemplo, podemos citar um grupo de torcedores de um dado time, que independentemente do balanço de vitórias e derrotas, vai sempre defender que seu time é melhor que todos os outros. Esse cabo-de-guerra emocional parece ser uma espécie de efeito colateral de um outro sentimento sempre presente nas sociedades de pessoas: a necessidade de pertencer a algo coletivo. O torcedor ama, vibra, delira e veste a camisa do seu time, o defende com unhas e dentes, independentemente da sua satisfação pessoal. Podem até existir críticas entre os torcedores daquela dada equipe, mas tais críticas são consideravelmente atenuadas em frente aos afiliados de outras agregações.

Os religiosos não são diferentes: amam, veneram e são fiéis a sua congregação, mesmo quando não concorda inteiramente com seus ensinamentos, ações e decisões. Defendem-na frente às críticas, e em seus ciclos limitados até se permite um certo grau de discordância, mas para por aí. Sua religião é a verdadeira, seja ela qual for e isso basta. Não adianta tentar explicar a paixão pelo futebol através da razão por se tratar de algo essencialmente emocional. Com as instituições religiosas não é diferente.

Na véspera da Copa do Mundo de Futebol, proponho uma reflexão desportiva comparativa, pois os elementos presentes no sentimento patriótico ou no amor pelo time de futebol local estão também presentes nas religiões. Talvez essa crescente divergência entre as diversas religiões e congregação, e o aumento da informação dos fiéis, seja o calcanhar-de-Aquiles da fé, que em muito colabora para a popularização das igrejas ecumênicas, grandes atrativos para aqueles que percebem a irracionalidade dessa disputa religiosa pela detenção de uma “verdade” imaginária, mas que não se sentem confortáveis para abandonar de vez a fé.


A todo cadáver cabe enfrentar a decomposição do corpo. Em tempo, a luta continua para os que, ainda vivos, enfrentam a degeneração mental – no plano das idéias, claro. Não que isso seja ruim. Para tudo o que se destrói, nova coisa se constrói.

O herói ainda vivo vê seus planos ruírem junto à inesperada partida do antigo companheiro. As memórias tranformam-se em instrumentos de tortura. A agonia e o desespero, ainda que ocultos, às vezes utilizando a máscara da indiferença, compõem a fórmula de sentimentos tão tediosos e monótonos quanto as palavras lidas até aqui.

Para a superação sentimental e intelectual há duas soluções possíveis: uma é encarar a situação, vivendo-a com todo o lodo que ela traz à tona; a outra é retirar a região do cérebro via cirurgia, tornando-se o vegetal que muitos são (mesmo sem necessitar de abrir mão).

É este o ponto chave da fé. O não aceitamento da situação, substituindo o real pela necessidade da impossível.

Por mais difícil que seja aceitar, nada é mais saudável para a vida do que a morte, esta inimaginável situação que mexe tanto com a cabeça das pessoas, que transforma a dor da despedida em ponto de partida para o sensacionalismo e a exploração da situação da própria mente por gênios da extorsão, de plantão em cada esquina.

A fé é uma brincadeira de mau gosto. Somente quando explicitada podemos compreender o vilão que é:

httpv://www.youtube.com/watch?v=eahHZOfQfEA

L. Ron Hubbard foi um influente escritor de Ficção Científica na década de 40. Sua especialidade eram as chamadas Space Operas, estórias que contam sobre grandes impérios galácticos, guerras no espaço etc. Sua obra máxima conta a estória de Xenu, um maligno imperador galáctico que, num momento de crise populacional, decidiu trazer trilhões de alienígenas ao planeta Terra para matá-los com Bombas de Hidrogênio. As almas destes alienígenas, chamados Thetans, vagaram pela Terra pelos últimos 75 milhões de anos até poderem encarnar nos primeiros seres-humanos.

A história de Xenu daria um ótimo filme de ficção, não fosse por um detalhe: é a base da Cientologia.

Os cientologistas acreditam que somos seres imortais e que, para nos reaproximarmos de nossa natureza esquecida, precisamos passar por diversas terapias espirituais guiadas por membros mais antigos da Igreja. Essas sessões são bastante caras, estima-se que, para atingir os níveis mais altos, seja necessário gastar mais de U$ 500 mil dólares. O custo não é alto se considerarmos que nestes níveis ganharíamos, segundo eles, poderes telepáticos e telecinéticos.

A carreira de guru espiritual de Hubbard começou em 1948 quando, em um encontro de escritores de Ficção Científica, afirmou, segundo relatos, que a maneira mais fácil de ficar milionário era fundar uma religião. Em 1950 publicou Dianética, um livro de auto-ajuda no qual é apresentada a ideia de que podemos resolver problemas mentais com terapias que misturam psicoterapia e hipnose chamadas Audições. O livro foi um sucesso de vendas, preparando o terreno para o próximo passo, a abertura da, Igreja da Ciência Americana (sic), que, mais tarde, foi renomeada para Igreja da Cientologia.

Disfarçada de ciência, a Cientologia cresceu rapidamente, especialmente entre as celebridades. Hubbard, em sua perspicácia, percebeu que elas poderiam trazer credibilidade e muitos novos adeptos e, por isso, incentivava fortemente a doutrinação de pessoas famosas. Hoje, entre os cientologistas mais conhecidos estão John Travolta e Tom Cruise.

Além de suas crenças excêntricas, a Cientologia é bastante conhecida pela truculência com que trata aqueles que ousam revelar seus caríssimos segredos. Um dos casos mais conhecidos foi o de Paulette Cooper que, após publicar O Escândalo da Cientologia, sofreu 19 processos em diversas partes do mundo, também foi alvo da Operação Freakout (apavorar), que, com o objetivo de mandar Paulette para um hospício ou prisão, planejava culpá-la por atentados terroristas, ameaças a autoridades, entre outras atividades criminosas. O plano foi descoberto pelo FBI em 1977, garantindo alguns anos de prisão a diversos líderes cientológicos.

Outro detalhe que chama a atenção na cientologia é o fato de ser uma religião que prega a inexistência de deuses. Apesar disso, ainda está longe de ser uma crença razoável, já que os trocam por uma crença muitas vezes mais irracional, o que, para a nossa felicidade, é um terreno fértil para humoristas.

Em nossa próxima coluna discutiremos outra religião que, com lendas ainda mais criativas que as cientológicas, conquistou milhões de adeptos se aproveitando do egocentrismo do povo dos Estados Unidos.

O início das religiões:

  1. O Culto à Carga
  2. A Cientologia
  3. Os Mórmons