Fala-se muito em “religião organizada” quando se apontam os males causados pelo pensamento religioso. É como se todos fossem inocentes isoladamente, mas a nova entidade formada pelos indivíduos herdasse um pouco do mal inerente de cada um e se transformasse em um novo ser, dotado da capacidade de cometer as maiores atrocidades imagináveis em nome da fé.

Apesar da popularidade, algumas perguntas restam inevitavelmente sem resposta. O que se poderia chamar de “religião organizada” hoje? Pensamos na Igreja Católica e nas grandes protestantes; mas e as igrejas que surgem diariamente – aproveitando-se de nossa legislação flexível e da isenção de contribuições – se encaixam? Os cultos domésticos, que não precisam de um eclesiástico ordenado, se encaixam? Os rituais de despacho de algumas religiões afrobrasileiras se encaixam?

Creio que a resposta para cada questão variará de acordo com o gosto de quem as responde. Assim, o termo “religião organizada” padece de terrível atecnia e de plurissignificação. Quem usa do termo procura somente algum espantalho vagamente definido para atacar. Não foram poucas as vezes em que ouvi cristãos vangloriando-se por seguirem somente a Jesus, e não a igrejas; ou ateus dizendo que respeitam o comportamento individual, mas são contra a tal “religião organizada”.

“As igrejas são feitas por homens”, dizem. “Sigo algo muito maior”, batem no peito e bradam orgulho. Mas podem mesmo se valer do espantalho como bode expiatório? Pelo que vemos acontecer, não. Em primeiro lugar, porque podem ser tão fanáticos quanto qualquer beato de igreja. Em segundo, porque, mesmo moderados, não aceitam deixar de lado a denominação cristã. Se eufemismos valem como conforto emocional, vale dizer que não têm muito valor numa discussão sobre as consequências das ações.

Crenças em seres sobrenaturais organizadas em culto crescem como mato nas sociedades, mesmo nas atuais. E um local apropriado serve não só como centro de oração, mas principalmente como ponto de socialização. Os rituais induzem estados vendidos que supostamente só podem ser comprados ali e é por isso que a maioria, mesmo postulando deuses pessoalmente montados, ainda segue casas oficiais de culto, mesmo sem fidelidade a quaisquer delas.

Dessa forma, a famosa “religião organizada” não é bem assim tão culpada por seus atos se o fiel continua seguindo os seus preceitos, dentro ou fora das paredes. De certa forma, serão tão culpados pelo que as “religiões organizadas” fazem quanto o somos pelas ações dos nossos políticos eleitos. Mesmo que não os tenhamos colocado diretamente no poder, é nosso dever fiscalizá-los na sua gestão de nossa boa-fé.

Fingimos aceitar que o mal do país é gerado pela má atuação dos governantes simplesmente para nos sentirmos aliviados de culpa. Se realmente acreditássemos que eles são os responsáveis, dificilmente ficariam no poder por tanto tempo. Sairiam por revolta – expressa ou tácita, nas próximas eleições. Da mesma forma, não acreditamos que o papa ou outro grande líder religioso seja responsável pelas atrocidades que os fieis deixam acontecer.

Quisessem, poderiam bradar suas verdades reveladas a quem os escutasse. Aqueles que o fazem em pequenas praças públicas são vistos apenas como excêntricos e ignorados pela maior parte da população. É o mesmo com quem não segue uma grande denominação religiosa: vemos somente um velho de cabelos brancos, envolto por um vestido longo e cheio de adornos, pendurado em uma janela bem arquitetada, falando besteiras com um sorriso amarelo em sua face.

É o que aquelas pessoas comovidas que o escutam na praça abaixo fazem que importa. São elas que dão suporte ao velho retrógrado. Somos nós que damos audiência às suas palavras caducas. Que levamos a sério sua retórica de púlpito. Que nos fazemos cordeiros em seu rebanho. Queremos que acabe? Comecemos por não expiarmos a culpa em um bode, pois é uma tradição cristã que há muito deixamos racionalmente de seguir: não há uma “religião organizada” a quem combater, mas uma mea culpa, pessoal e intransferível, que deve ser retratada.

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44 Comments

    • wolph
    • Posted 5 de março de 2011 at 13:03
    • Permalink

    Jairo,

    Muito bom, gostei muito deste seu estilo “rebelde” de ser!

    Um dos maiores “méritos” das seitas cristãs(e provavelmente outras também) é este caráter disforme e subjetivo, aceito incondicionalmente pelos rebanhos. Todos são sumidades e há pouca concordancia objetiva. Por isso tão fácil de se iludir e negar a si mesmo o óbvio.

    • Mr M.
    • Posted 6 de março de 2011 at 14:24
    • Permalink

    Já vi um pastor de uma igreja dizer que não segue igreja nenhuma. Em breve será o Papa a dizer que não segue igreja nenhuma.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 6 de março de 2011 at 14:39
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    A palavra “religião” ganhou um sentido depreciativo que não deixa de ser irônico. É a razão de usarem eufemismos; são poucos aqueles que participam de congregações rígidas e, em geral, os vemos como fanáticos ou, no mínimo, excêntricos em suas abstinências ou obrigações.

    • sorel
    • Posted 7 de março de 2011 at 12:51
    • Permalink

    Faltou ao autor fundamentar sua opinião no sentido de que ela é válida para julgar a religião se até mesmo as políticas da UNESCO caminham em sentido contrário.

    Sua intenção é nobre e ironicamente cristã, mas como podemos ganhar legitimidade à ponto de colocarmos o discurso religioso num local em que ele não vai mais ditar políticas relacionada a sociedade? Uma questão que muitos autores tem se debruçado, mas nenhum encontrou sucesso, seria interessante ver a opinião do autor sobre isso.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 7 de março de 2011 at 18:13
    • Permalink

    sorel,

    Não houve julgamento de religião. É algo que eu não preciso fazer, na verdade. O que mais vemos ao redor do mundo são tribunais seculares condenando preceitos religiosos, como nos casos de apedrejamento ou de recusa a tratamento médico-hospitalar.

    Também já temos processos abertos contra o papa pelos crimes relacionados à pedofilia e ao seu acobertamento. São exemplos que atravessam o respeito cultural que temos pelas religiões. Na verdade, é tudo o que lhes resta e não difere muito do respeito que temos pelas religiões mais antigas que já não possuem fiéis.

    No mais, chamar qualquer atitude de cristã é dizer que os valores que o cristianismo prega surgiram somente na época de Cristo, o que não deixa de ser um suicídio intelectual. Temos relatos de ensinamentos tão ou mais interessantes em várias civilizações mais antigas, bem como conseguimos traçar historicamente as raízes das ideias “cristãs”.

    Se quer ler minha opinião sobre outros assuntos, experimente os artigos já publicados — não só por mim, mas por todos os outros autores do espaço.

    Jairo Moura.

    • sorel
    • Posted 7 de março de 2011 at 23:43
    • Permalink

    Jairo,

    os ditos tribunais seculares existem realmente, mas o alcance deles é ínfimo, como eu disse, e você ignorou, a UNESCO que é o órgão máximo para discutir tais questões apregoa que as culturas devem ser respeitadas em sua singularidade, ou seja, suas opiniões, apesar de pertinente, não tem legitimidade nenhuma nas esferas que promovem as mudanças concretas. O que pedi, se não for muita coisa, é que você fundamentasse porque suas ideias deveriam ser ouvidas, sem isso, ao meu ver, suas opiniões não passam de solipisismo, solipsismo “coletivo”, pois se extende aos poucos leitores desse espaço.

    O seu entendimento de cultura demonstrou ser bastante curto, pois, as leituras que você faz das ideias que emergiram anteriormente ao cristianismo estão atravessadas de valores cristãos. A grande maioria dos textos antigos que chegaram aos seus olhos passaram pelo crivo de homens mergulhados até o fio de cabelo na cultura cristã.

    Mas é claro que se você souber de algum texto que passou incólume pela cultura cristã eu ficaria grato em conhecer.

    • sorel
    • Posted 7 de março de 2011 at 23:49
    • Permalink

    Poderia, por exemplo, me dizer quais relatos e ensinamentos você leu no grego clássico, no latim ou em qualquer outra lingua materna, mas, além de ler tais textos, você teria que conhecer em sua completude a cultura grega, romana, para ler tais textos sem o filtro da cultura na qual você se situa, isto é, uma cultura cristã. Se você acha que ler Platão a partir da sua cultura é ler o Platão grego então lhe falta leituras no campo da sociologia do conhecimento ou mesmo um conhecimento mais aprofundado dos fundamentos da filologia contemporânea, que não acredita mais tão seriamente no alcance “objetivo” do seu conhecimento.

    • sorel
    • Posted 7 de março de 2011 at 23:50
    • Permalink

    obs: Não concordo com a Unesco.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 8 de março de 2011 at 8:44
    • Permalink

    sorel,

    Em primeiro lugar, é sempre bom ter mais cuidado ao ler o que as pessoas escrevem. “São exemplos que atravessam o respeito cultural que temos pelas religiões” fala exatamente da parte que você alega que eu ignorei. E não: os tribunais seculares não têm alcance ínfimo. Eles regulam quase a totalidade dos países signatários da ONU.

    Nenhuma ideia é imperativa a ponto de dever ser ouvida. Se quiser, pode ignorar qualquer prescrição médica. E o número de leitores dificilmente muda alguma coisa.

    Em segundo lugar, é bom comentar sobre as coisas que foram ditas ao invés de falar sobre o que não foi dito. O que você chama de “cultura cristã” é o produto dos ensinamentos que derivam da cultura oriental e da mistura pagã europeia. Dito isso, não há rejeição de minha parte do que se mostra útil. A psicologia evolutiva está aí para isso.

    Sobre os textos, há vários que foram recentemente descobertos e analisados precipuamente sob um ponto de vista arqueológico e filológico, como os manuscritos do Mar Morto. Sequer precisamos ir tão longe, pois a maior parte das religiões orientais só nos ficou acessível depois da segunda leva de navegações. Se quiser, pode passear pelo Ateus.net e ver as discussões sobre budismo.

    No mais, solipsismo é você achar que qualquer conhecimento só será válido pelo filtro cultural original — principalmente quando isso nem está em questão. Tem o hábito de chamar tudo de “cultura cristã”, mas dificilmente um conceito assim sobreviveria às diferenças fundamentais que existem em nações que se firmam sob esta égide.

    Seria interessante, para notar uma mudança, que os comentários dissessem respeito ao que eu escrevi.

    Jairo Moura.

    • sorel
    • Posted 8 de março de 2011 at 12:33
    • Permalink

    Jario,

    me desculpe, mas parece que você vive em outro mundo, como eu disse, a UNESCO funciona por meio de outro caminho, basta você entrar no site da mesma para descobrir que ela apregoa que culturas diferentes são irredutiveis entre si (a Unesco não trabalha com a ideia de Civilization, mas de Kultur), tornando a critica de regimes teocraticos, por exemplo, extremamente limitados. Não sei que tribunais são esses que você cita, até porque, a UNESCO é um órgão filiado e inerente à ONU.

    Em nenhum momento eu disse que somente conhecimentos originais são válidos, até porque eu refutei a possibilidade de existir tais conhecimentos. Por mais que novos documentos venham à luz são os olhos nascidos na cultura contemporânea que os lê, logo, toda e qualquer leitura contemporânea estara sujeita ao crivo da cultura contemporânea. Negar que existem traços cristãos ( e dentor desses traços os traços de outras culturas) no seu olhar é negar o inegável, ou, poderia escrever sobre isso no próximo texto, talvez dê uma boa reflexão.

    Sem querer desmerecer o ateu.net, mas não creio que os foristas do mesmo sejam a melhor fonte sobre budismo.

    E a tempo, não estou, de maneira nenhuma, questionando o seu texto, como afirmei anteriormente, eles são pertinentes, mas falta dizer como tornar a crítica a religião alheia relevante.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 8 de março de 2011 at 12:45
    • Permalink

    sorel,

    Tratando de Direito Internacional, procure saber quais as hipóteses de guerra legítima e se elas respeitam preceitos religiosos para tal.

    Segundo sua definição, só tem “cultura cristã” quem teve abertura ao cristianismo, logo, nações não cristãs não o podem. É o caso da boa parte oriental de nosso globo.

    Não neguei que existam “traços cristãos” — seja lá o que isso for. Falei que era um suicídio intelectual dizer que a origem de nosso comportamento é cristão quando o próprio comportamento cristão se origina de outros.

    Se os foristas do Ateus.net não são a melhor fonte sobre budismo, já é com eles. O fato é que discutem budismo.

    Não tenho motivo algum para afirmar relevância no meu texto. Quem tem seus objetivos pode usá-lo para o que quiser ou simplesmente não usá-lo.

    Jairo Moura.

    • sorel
    • Posted 8 de março de 2011 at 15:01
    • Permalink

    Uma rápida vista nas noticias acerca da chamada imposição da democracia ocidental sobre o mundo oriental salta aos olhos. Principalmente em 2011 com a primavera arabe. A principal questão que se coloca é se devemos ou não impor um governo secular na região. Se fosse um ponto pacífico nem haveria discussão sobre isso.

    Pode me informar qual cultura oriental – sem abertura – nos proporcionou os tais ensinamentos que se relacionam com o seu texto? O que vejo é um discurso pertinente, diga-se de passagem, mas que dialoga principalmente com a ideia de a razão é o melhor e mais justo caminho. Nada mais ocidental e por conseguinte “cristão”.

    Então o que temos é um simples solipsismo coletivo.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 8 de março de 2011 at 19:28
    • Permalink

    sorel,

    Você confundiu Direito Internacional com relações internacionais. Erro bem comum, mesmo que primário. Falei para mostrar qual o respeito com as religiões em casos de violação das hipóteses de guerra legítima e não o fez.

    Há vários escritos que mostram a linha histórica desde os ensinamentos de Krishna e de Buda — só para citar dois — até a parte “paz e amor” de Jesus na Bíblia. No mais, análises comparativas mostram que outros autores bem mais antigos tiveram influência na construção do mito cristão. Eis um bom resumo do suicídio intelectual de afirmar que qualquer comportamento ocidental seja precipuamente cristão, quando, na verdade, é um misto de religião oriental e de paganismo europeu.

    Não advoguei pela razão, até porque não é o escopo do texto, nem ela precisa de advogados. Comentei o espantalho da “religião organizada” que fieis dizem não seguir e ateus dizem odiar. Tirei a responsabilidade da instituição e a devolvi para as pessoas que suportam os líderes religiosos ou que os toleram.

    Jairo Moura.

    • sorel
    • Posted 9 de março de 2011 at 17:08
    • Permalink

    Jairo,

    realmente não entendo de direito, mas qual situação seria considerado legitimo o desrespeito à uma religião no caso de guerra entre dois Estados? Posso ser de outro mundo, mas desde o fim da II guerra mundial, os órgãos com legitimidade para julgar ações dos Estados funciona com base na noção de Volkgeist, assim, acharia muito estranho se a Onu, por exemplo, desse aval para que um Estado atacasse uma religião. No Afeganistão, qual é o alvo dos EUA?

    As influencias que confluiram no cristianismo são a filosofia helenica, principalmente o epicurismo, e a “espiritualidade (filosofia) judaica.

    Mas, dúvido que algum historiador advogue que alguma dessas influências tenham sido transmitidas de forma “pura” de uma cultura para outra.

    Sobre o papel da instituição na crença das pessoas, que nem entrei no assunto, falta você fundamentar essa tese, pois, é uma afirmação bastante forte.

    • sorel
    • Posted 9 de março de 2011 at 21:37
    • Permalink

    Afirmação forte que derrubaria o conceito de dispositivo pensado por Foucault.

    • wolph
    • Posted 10 de março de 2011 at 16:44
    • Permalink

    Este dialógo revela bem a diferença entre alguém que não tem medo em expor uma opinião realmente pertinente e outro que por principio (espero que não seja academico) entende que não podemos criticar a religião, seja ela qual for.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 10 de março de 2011 at 16:48
    • Permalink

    sorel,

    Você parece não entender. Não é necessário que se ataquem as religiões. O respeito cultural para com elas acaba quando pisam no terreno secular de boa convivência. Pouco a pouco, práticas religiosas que vão de encontro aos postulados dos direitos humanos, como a mutilação genital ou o apedrejamento como pena para crimes comuns, perdem terreno nas nações signatárias.

    Sobre a formação do cristianismo, as influências teológicas posteriores partilham das origens que levantou. Mas aí você já está falando das epístolas paulinas e da influência da religião católica na expansão do cristianismo. Estou falando das influências históricas do discurso bíblico que se atribui a Jesus, como os ensinamentos de respeito ao próximo e de boa vizinhança.

    Sobre a influência “pura”, foi você quem recorreu a ela ao dizer que as minhas motivações são ou deixam de ser cristãs.

    Não falei sobre influenciar crenças. Pessoalmente — e já tratei disso no texto Do respeito –, qualquer um pode acreditar no que quiser, desde religião até princípios morais. As instituições públicas dão conta da externalização das crenças sobre o que seja juridicamente relevante.

    Jairo Moura.

    • imassadi
    • Posted 11 de março de 2011 at 16:51
    • Permalink

    Jairo,enquanto os governantes contratarem professores que acreditam em seres imaginarios ou quem nao usao da razao para lecionar,a coisa nao muda.Entao fica facil achar os culpados.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 12 de março de 2011 at 11:04
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    imassadi,

    A crença pessoal é irrelevante no momento da contratação. Se, depois de efetivado, o profissional começar a meter suas convicções onde não cabem, é função dos cidadãos denunciá-lo.

    O Estado não tem capacidade para fiscalizar todos os indivíduos em suas ações e seria impraticável simplesmente aumentar a máquina estatal até que fosse possível. É muito mais fácil transferir a responsabilidade para os cidadãos, que, diga-se de passagem, são os maiores interessados.

    Como não é uma revista precipuamente política, não comentei esse espantalho tão comum em nossos tempos. No entanto, reclamar do “governo” — uma figura vaga e inconsistente — é a mesma coisa de falar da “religião organizada”, respeitadas as devidas diferenças de corte institucional.

    Jairo Moura.

  1. é uma pena ver um jovem como voce, ate um pouco inteligente, mais querendo saber de mais sem condiçoes, querido se nao crer em DEUS ele será DEUS se voce tambem nao crer ELE continuará sendo DEUS da mesma forma, ELE nao precisa se revelar para voce ter certeza que ELE existe. infelismente tenho pena de voce, pois o dia do jugamento final está prestes a vir, e quando isso acontecer, querendo ou nao voce verá que todo seu pensamento erronio era ilusao, pois voce o contemplará assim como ELE é, só que você será jugado pelo seu propriopensamento sobre ELE. cá pra nós, no fundo, no fundo voce sabe que exite um DEUS CRIADOR, SÓ NAO QUER DAR O BRAÇO A TORCER!!!

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 16 de março de 2011 at 11:06
    • Permalink

    luciano freire,

    Se a existência dele é objetiva e independe de nossas crenças, basta que apresente as evidências à comunidade científica internacional. Minha crença ou descrença — bem como a sua — de nada servem para validar uma hipótese científica. Se ele não se revela, não é justo que cobre fé. Aliás, tanto é que se mostrou por várias vezes durante passagens da Bíblia e prometeu se mostrar em outras tantas.

    Sobre as previsões apocalípticas, são as mesmas em todas as épocas. James Randi mantém em seu portal educacional uma lista de previsões para o fim dos tempos que obviamente falharam. Bart Ehrman, estudioso do novo testamento, tem vários livros sobre o assunto e demonstra claramente que todos os profetas bíblicos se referiam ao seu próprio tempo.

    Se preciso dessa condição emocional para finalmente entender alguma coisa, é porque não vale a pena gastar fósforo cerebral se debruçando racionalmente sobre o assunto. Infelizmente, é a abordagem que eu prefiro utilizar como guia de vida e a hipótese deus(es) não se sustenta nesses critérios.

    No mais, qualquer ameaça (“argumentum ad baculum”) demonstra a falta de coerência interna e de coercibilidade filosófica nos argumentos que você levanta.

    Jairo Moura.

  2. o que eu acho engraçado é que voce diz nao crer em DEUS, mais acredita em passagens biblicas referida por voce mesmo na sua replica dizendo; que DEUS se mostrou varias vezes durante passagens biblicas, isso é um muito estranho mas, continuo dizendo que voce mesmo negando a existencia DELE no fundo passo a entender que voce acredita que ELE realmente é o teu CRIADOR. mais jairo o motivo de eu deixar aqui meu comentario, nao é provar a existencia de DEUS por meio de evidencia a comunidade cientifica, pois volto a repetir, ELE nao está preocupado em se mostrar como DEUS para os ceticos, pois esses já decretaram a sua setença pelo seu proprio caminho e seu minusculo conhecimento, mais o motivo foi; ver que voce com suas palavras dificies em seus comentarios que se parecer com aqueles filosofos de Atenas, a terra de varios deuses minusculos. mais que me chama a atençao é que em meio a tanta incredulidade e crença, havia no meio de 2.000 mil deuses, um altar escrito ( ao DEUS-DESCONHECIDO ) é esse DEUS que todos os filosofos de Atenas nao conhecia. por isso DEUS registra em sua PALAVRA; o boi conhece o seu possuidor, o jumento a sua manjedoura mais ceticos nao me conhecem. nao precisa nem te responder quem é o jumento né?

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 16 de março de 2011 at 15:36
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    luciano,

    Pelo menos as passagens bíblicas têm existência real. Quanto a acreditar nelas, não passa desse sentido. Falei que deus se mostrou nelas assim como falo que outros deuses se mostraram em seus livros sacros ou, mais recentemente, que super-heróis se mostraram em histórias em quadrinhos. Se acha que isso é argumento para a existência de algo, devemos todos louvar aqueles que mais nos agradam.

    Engraçado que saiba até o que acredito no meu mais íntimo, mas mais engraçado ainda que não comente o que foi devidamente exposto. Não deixa evidências porque não as tem. Nunca vi um crente se furtar a oportunidade de tentar mostrar objetivamente a razão de sua crença. Se ele não se preocupa em se mostrar para as pessoas mais sérias que buscam respostas, azar o dele, pois vai depender de gente despreparada e pronta para acreditar em qualquer coisa sem maiores motivos.

    As palavras “difíceis” não são minhas. São de uso corrente no que você se propôs a comentar. Se não as domina, procure estudá-las. Elas possuem bastante significado e importância para a construção do verdadeiro conhecimento.

    Não posso afirmar com certeza quem é o jumento, mas, se até o de Balaão falou, quem sou eu para duvidar que você fale também.

    Jairo Moura.

    • Einstein
    • Posted 16 de março de 2011 at 18:01
    • Permalink

    “o verdadeiro conhecimento” como fazemos para descobrir o que é ou não verdadeiro e o que é ou não conhecimento?

    Todo conhecimento não é verdadeiro dentro da sua lógica interna? O ocidente conseguiu avanços maravilhosos no conhecimento mecanico, este é um dos conhecimentos verdadeiros? E o conhecimento do corpo de algumas filosofias orientais não são conhecimentos verdadeiros também?

    • imassadi
    • Posted 16 de março de 2011 at 20:10
    • Permalink

    Jairo gostei da sua resposta ao luciano.parabens.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 16 de março de 2011 at 20:50
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    Einstein,

    não tenho a menor vontade de discutir semântica nesses comentários. Já escrevi textos — e outros autores aqui também o fizeram — sobre a ideia de magistérios não interferentes.

    Quando falo em “conhecimento verdadeiro”, tenho uma ideia fixa em mente e creio ter sido bastante claro em minha expressão. Assim não precisamos brincar de interpretações.

    Também sou bastante familiar à ideia de interpretação não-científica de mitos e gosto bastante dela, para falar a verdade. Mas não foi o assunto em questão, a saber, a existência de deus(es) enquanto seres físicos ou ao menos que se manifestam no meio físico.

    Jairo Moura.

  3. é jairo, voce é um pobre coitado mesmo, ate o seu minusculo conhecimento depende de conhecimento de outras pessoas que pensam da mesma forma que voce, que por sinal voce decidiu imital-o quanto ao referido comentario acima citado que eu tenho que dominar as palavras por meio do estudo, pra mim isso é tudo vaidade. pois voce se diz saber tanto, mais DEUS diz assim pra voce; a loucura dele é mais sabia do que os homens e que fraqueza dele é mais forte do que os homens. não é que DEUS seja louco ou fraco, mas é um sentido figurado pra mostrar pra muitos bestas que ELE é dono da SABEDORIA. há, com relaçao ao jumento, vejo que ele por ser um ( burro ) ele tem mais conhecimento do que voce, com esses principos hermeneuticos. finalizo dizendo que tu és um dos ateus que mais crer na biblia, pois vejo que todo comentario, voce a trata com carinho, sempre citado alguma passagem dela. desfrute bem dela, continue consutando quem sabe DEUS ja nao se revelou pra voce, e voce nao quis ainda se tornar um jumento. abraços do amigo do luciano

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 17 de março de 2011 at 10:54
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    freire,

    Depender do conhecimento de outras pessoas é a melhor forma de mostrar respeito ao que se mostrou certo na história da humanidade. É, dentre outras coisas, o motivo de você ter um microcomputador e acesso a uma rede deles para comunicar suas besteiras. Vaidade ou não, é assim que o progresso acontece. Ele não é revelado para nós; depende de nosso esforço comum e de nossa vontade em aprender.

    Nunca disse saber muito ou pouco. Tudo o que pode dizer sobre o que eu expus é que eu expus isso. Simples assim. Se ele é tão sábio assim, não passa de um egocêntrico megalomaníaco por não partilhar conosco (como os homens sábios fazem) e por nos obrigar a invejá-lo e bajulá-lo por simplesmente ser (atitude condenável por qualquer homem de bom-senso).

    Realmente, não é que deus seja louco ou fraco, porque esses são atributos acessórios de alguém que partilha do atributo principal da existência. O jumento certamente tem habilidades que eu não possuo — sua força física é invejável e sua subserviência só é comparável àquela que os crentes demonstram aos deuses de louvor: não importa quantas chibatadas levem ou quanto peso tenham de carregar, sempre agradecerão pela parca comida que recebem.

    Tenho o mesmo respeito pela bíblia que tenho por outros livros. Nem mais, nem menos. É uma fonte como outra qualquer e só possui o respeito que demonstram em nossa sociedade judaico-cristã. Noutras, não passa de um apanhado mal construído.

    Grato pelos bons votos, mas há de entender se eu não quiser me tornar um jumento nos seus termos. Prefiro continuar meu caminho sem me macular com asneiras.

    Jairo Moura.

  4. o mundo passa e sua concupiscencia, mais a PALAVRA de DEUS permanece para SEMPRE. os cientistas sao limitados, os filosos muito mais ainda, aonde estao eles com seus ensinos e sabedoria? voce trilha o mesmo caminho, se nao atentares para o verdadeiro conhecimento e sabedoria certamente teras um fim desastroso para toda eternidade. com relaçao a SABEDORIA DO DEUS CRIADOR, ELE só divide com seus filhos, com escarnecedores ELE nao tem alinça ou divide seus atributos. mais uma vez com relaçao ao (burro ou jumento)ele é uma expressao de obdiencia que, mesmo nao tendo entendimento que o ser humano, obedece a DEUS mais do que muitos que se acham saber o bastante para provar se ELE existe. mesmo assim amigo, na tua ignorancia espiritual ELE te amo até o dia da tua morte, depois os teus proprios pensamentos sobre ELE,se nao mudar, te condenara ao lago de fogo e enxofre

    freire

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 17 de março de 2011 at 11:34
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    freire,

    Errado. A tal “palavra” não esteve entre nós por bilhões de anos e continua sem existência em boa parte do globo. A sabedoria está por toda a parte. Desde a sua sobrevivência à idade que tem hoje e a permanência de sua saúde nela, até os mecanismos eletrônicos dos quais dependemos profundamente.

    Limitado mesmo é tentar convencer alguém pelo medo. É angariar devotos com a figura de uma danação eterna. Se é isso o que ele divide com seus filhos, fico mais do que grato por ser considerado um bastardo. Qualquer pessoa de bom-senso denunciaria um pai assim às autoridades competentes.

    Se tem tanto apreço ao jumento por sua subserviência cega, pode simplesmente continuar sendo um. Mas seus gritos em caixa alta não farão diferença alguma para quem espera mais do que chorumelas.

    Jairo Moura.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Ricardo Ramos
    • Posted 17 de março de 2011 at 11:55
    • Permalink

    Jairo Moura escreveu:

    “O jumento certamente tem habilidades que eu não possuo — sua força física é invejável e sua subserviência só é comparável àquela que os crentes demonstram aos deuses de louvor: não importa quantas chibatadas levem ou quanto peso tenham de carregar, sempre agradecerão pela parca comida que recebem.”

    Jairowski, esqueceu de mencionar o quanto esses animaizinhos são bem dotados hehehe…verdadeiramente agraciados por deus hehehe…
    Me desculpe, foi só pra descontrair, não resisti…

    Nota 10 essas suas “réplicas” à este freire!

  5. Editado por Jairo Moura: apelou para agressão gratuita. Sinta-se à vontade para comentar feito gente civilizada.

  6. nao gostou criança? é porque tocou fundo ne isso? agreçao é falar palavrao ou palavra de baixo escalao, o que registrei é a mais pura verdade, so que se fala a verdade ninguem quer dar ouvido pode vestir a carapuça que coube certinho em voce e seu amigo ricardo gomes

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 17 de março de 2011 at 17:35
    • Permalink

    freire,

    Você citou duas formas de agressão. Há várias outras e usou boa parte delas. Continua usando, na verdade.

    Quanto a carapuças, não disse nada diferente do que qualquer outro crente que aqui esteve. Procure por comentários em outros textos e verá.

    Repito: se tentar convencer alguém pelo medo é o máximo que a sua argumentação consegue alcançar, não há “verdade” a ser registrada.

    Jairo Moura.

    P.S.: já demonstrou seu desprezo pela boa comunicação, mas procure evitar erros crassos. Prejudicam ainda mais suas mensagens.

    • Luiz
    • Posted 30 de março de 2011 at 18:12
    • Permalink

    Quando voce se refere ao catolicismo é isso mesmo, falam da pobreza e estao nadando no ouro no vaticano,tive um amigo que era padre, tinha uma vida desregrada se embriagava, cheguei a conclusão que era padre por profissão e nao por convicção,a maioria sao ateus escondidos dentro de uma batina, homossexuais enrustidos, etc…

    • Luiz
    • Posted 30 de março de 2011 at 18:27
    • Permalink

    retificando , falam da pobreza como virtude e estao nadando no ouro no vaticano. Luiz augusto

    • Luiz
    • Posted 30 de março de 2011 at 18:37
    • Permalink

    O negócio ferveu ai em cima em, nunca me diverti tanto, nem sei como qualifica los, ateus, religiosos, comediantes, rrrrrrrrr

    • Westdude
    • Posted 5 de abril de 2011 at 4:37
    • Permalink

    Jairo:
    “Religion is a disfigured ghost–popping out of a dense cloud of ignorance — sermonizing fear and superstition.”

    • Flavioos
    • Posted 5 de abril de 2011 at 4:44
    • Permalink

    O Deus mais poderoso e secretamente adorado por todos (Flavioos, Verão 2009)

    De todos os deuses inventados pelos ancientes, “Deus-dinheiro” é o mais poderoso e venerado por todos em nosso mundo civilizado.

    Sempre que vejo nas cédulas de dólares a inscrição: “Confiamos em Deus” (“In God We Trust”) pergunto a mim mesmo porque não entendem que as palavras corretas seriam: “Confiamos em Ouro” (“In Gold We Trust“), pois ouro (Dinheiro) é o Deus mais poderoso que realmente nos ajuda 24 horas por dia, do primeiro ao último dia de nossas vidas e até mesmo depois da morte quando ainda chegam as contas finais dos serviços funerários.

    Seguramente, a palavra “Ouro” foi propositadamente substituída a fim de esconder o significado real daquela inscrição impressa em nosso dinheiro Americano.

    Ao mesmo tempo, desafio todos aqueles que me criticarem ou não acreditarem no que aqui digo, sugerindo-lhes que imediatamente abandonem todas as suas roupas e permaneçam 7 dias sem usar dinheiro ou qualquer coisa ou serviço com ele adquiridos. No final — se tiverem peito e coragem suficientes para tentar este experimento heróico — descobrirão que aqueles 7 dias constituíram a mais deteriorada, infeliz e desgraçada semana em suas vidas; aí então poderão claramente entender que a palavra “ouro” (gold) foi escrita incorretamente.

    Quando amorosamente conquistado, aquele Deu$ executa trabalhos incriveis, como por exemplo: tornando uns indivíduos mais importantes e autoritativos que outros, dando-nos vidas mais confortáveis, melhorando as condições gerais de vida em nosso Planeta, educando-nos em boas escolas, ajudando-nos a construir vilas, povoados e grandes cidades, proporcionando-nos suficientes conhecimentos e recursos materiais para explorar o espaço sideral, etc. Ele é também o único Deus que poderia melhorar as condições miseráveis de vida dos pobres que vivem sem teto, espalhados pelo mundo afóra povoando vilas, parques e cidades, dormindo abandonadamente nas ruas. Mas por ser adorado apenas através de creativitidade e trabalho constante, nosso Deus-dinheiro é tão carismático e apreciado que uma grande parte de seus devotos ignora o lugar honrado que ocupa em nossa sociedade e comete os mais terriveis crimes, vigarices e atrocidades a fim de tê-lo mais e mais em seu poder.

    • Genyp
    • Posted 17 de maio de 2011 at 13:14
    • Permalink

    Boa tarde a todos.

    Antes de contribuir para o debate gostaria de começar por pedir um esclarecimento ao Jairo.

    Qual é a concepção ontológica de homem nas Escrituras?

    A sua resposta a esta questão servirá de trampolim ao desenvolvimento do tema.

    Obrigado.

    G.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 17 de maio de 2011 at 14:04
    • Permalink

    Genyp,

    Melhor dizer logo a que veio. Assim o diálogo fica mais produtivo e aberto.

    Já adianto que o texto não trata de nenhuma religião em particular, tampouco questiona qualquer exegese ou hermenêutica bíblica.

    Sendo assim, sugiro que a discussão se limite ao seu escopo inicial.

    Jairo Moura.

    • Genyp
    • Posted 18 de maio de 2011 at 8:05
    • Permalink

    Olá Jairo

    O Jairo disse:

    <<>>

    Pensei que tinha sido explícito. Gostaria de contribuir para o debate partido de uma questão “raiz”, que é:

    “Qual é a concepção ontológica de homem nas Escrituras?”

    E acrescentei:

    “A sua resposta a esta questão servirá de trampolim ao desenvolvimento do tema”

    Portanto, não compreendo a dúvida que coloca.

    O Jairo disse:

    <<>>

    Eu nem sequer falei em nenhuma religião, nem me declarei religioso, nem anti religioso. Mais uma vez não entendo essa alusão…

    Jairo disse:

    <<<>>

    Compreendi o tema. Sei bem o que é exegese e hermenêutica bíblica.

    Jairo disse:

    <<>>

    Gostaria disso, e é o meu desejo sincero. Foi por isso que coloquei a minha questão. Em filosofia é possível interpelar alguém partindo de uma questão concreta que APARENTEMENTE nada tem a ver com o tema para entrar e desenvolver o mesmo. Presumo que saiba isso…

    Portanto mantem-se a questão:

    “Qual é a concepção ontológica de homem nas Escrituras?”

    Se achar que a questão merece resposta, terei muito gosto em desenvolver o tema proposto.

    Grato.

    • Genyp
    • Posted 18 de maio de 2011 at 8:10
    • Permalink

    A minha colocação anterior ficou mal formatada. Aqui vai de novo, com as minhas desculpas:

    Olá Jairo, disse que : Melhor dizer logo a que veio

    Eu digo:

    Pensei que tinha sido explícito. Gostaria de contribuir para o debate partido de uma questão “raiz”, que é:

    “Qual é a concepção ontológica de homem nas Escrituras?”

    E acrescentei:

    “A sua resposta a esta questão servirá de trampolim ao desenvolvimento do tema”
    Portanto, não compreendo a dúvida que coloca.

    O Jairo disse: Já adianto que o texto não trata de nenhuma religião em particular

    Eu digo:

    Nem sequer falei em nenhuma religião, nem me declarei religioso, nem anti religioso. Mais uma vez não entendo essa alusão…

    Jairo disse: tampouco questiona qualquer exegese ou hermenêutica bíblica.

    Eu digo:

    Compreendi o tema. Sei bem o que é exegese e hermenêutica bíblica.

    Jairo disse: Sendo assim, sugiro que a discussão se limite ao seu escopo inicial

    Eu digo:

    Gostaria disso, e é o meu desejo sincero. Foi por isso que coloquei a minha questão. Em filosofia é possível interpelar alguém partindo de uma questão concreta que APARENTEMENTE nada tem a ver com o tema para entrar e desenvolver o mesmo. Presumo que saiba isso…

    Portanto mantem-se a questão:

    “Qual é a concepção ontológica de homem nas Escrituras?”

    Se achar que a minha questão merece resposta, terei todo o gosto em desenvolver o tema.

    Grato.

    G.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/04. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 18 de maio de 2011 at 10:44
    • Permalink

    Genyp,

    Uma vez que sabe de tudo isso, passemos a um debate aberto e direto.

    Enquanto isso não for possível, não haverá progresso.

    Jairo Moura.