Na acepção que nos interessa neste texto, o vocábulo grego lógos (λόγος) significa a faculdade do homem de raciocinar [1]. E é exatamente nessa acepção que encontraremos o termo latino ratio [2]. A ambiguidade aparente do termo “razão”, em português, vem de outra forma de interpretar a ratio: além da inteligência ou do intelecto, pode significar também o próprio princípio de inteligibilidade, o que nos diferencia, em tese, dos outros animais.

O mundo exterior não é racional no primeiro sentido, porque, até onde sabemos, não podemos projetar intencionalidade no universo. Não há uma mens que raciocina por si. De acordo com todo o conhecimento coletado até agora, somos as únicas formas de vida conhecidas na vastidão que enxergamos lá fora. E, aqui dentro, o pensamento é um fenômeno que não existe sem o substrato cerebral, presente apenas em alguns tipos de animais com sistema nervoso central e mais reservado àqueles com capacidade superior de abstração. Se, ainda assim, nos separamos dos outros, é por nossa capacidade de expor tais pensamentos através da linguagem.

No entanto, dadas as regularidades das constantes da natureza e a nossa capacidade de abstrair padrões – às vezes até mesmo onde não existem –, é possível racionalizar a existência em todos os seus traços. Foi com esta ideia de razão que criamos a filosofia, que se expandiu para as mais diversas áreas, e mais recentemente a ciência, em sua acepção atual, que abarca praticamente todos os fenômenos conhecidos. As alegações recentes de impossibilidade de racionalização saíram do mundo externo, pois a abrangência científica já demarcou os pontos mais diversos que podemos imaginar. Ficamos, então, restritos a certos comportamentos humanos ou a certas manifestações que julgamos serem únicas de nossa espécie.

Notadamente, as áreas que mais tentam livrar-se do cunho da racionalidade são as religiosas ou as artísticas. Note-se que o pretenso destaque do escopo da ciência só se realiza se tomarmos por base aquele grupo de ciências naturais que costumamos simplesmente designar “ciências”, como a física, a química e a biologia. Por mais que elas também estudem constituições do ser-humano, entende-se que a sua abordagem é meramente mecânica, como quando estudamos as funções e o funcionamento de nossos sistemas, desde o digestivo e o respiratório, até o nervoso e o reprodutivo.

Em termos filosóficos, sempre tivemos autores que tentaram racionalizar a arte e a religião. Aristóteles escreveu vários tomos sobre o primeiro termo e a própria palavra grega para “arte” significa simplesmente “técnica” (τέχνη). Os títulos latinos para suas obras são ainda mais interessantes, como Ars rhetorica (τέχνη ρητορική) ou Ars poetica (περὶ ποιητικῆς), e nos revelam um sentido para o vocábulo “arte” que usamos hoje em dia, de forma mais displicente: quando um indivíduo demonstra notável destreza em seu campo de atuação, dizemos que é um artista, dizendo, na verdade, que simplesmente possui técnica apurada e criatividade avantajada, como no caso de jogadores de futebol ou praticantes de xadrez, mas também de bons funcionários ou administradores.

Sobre a religião, vários autores se aventuraram a discorrer sobre seus fundamentos, bem como tentaram usar a racionalidade filosófica para justificar a (in)existência de deus(es). Desde os aforismos de Epicuro, até os teólogos medievais Agostinho e Tomás de Aquino, culminando nos extensos escritos de Hume sobre a religião. E, ainda depois disso, com Voltaire, Leibniz e Espinosa. Filosoficamente falando, religião e arte, conclui-se, não estão fora do escopo da razão, pois são objetos tratados por vários ramos, desde a teologia até a estética, não importando a provável naturalidade de tais traços.

A ciência também lida com os dois construtos humanos. E muitas vezes aplica o método científico strictu sensu para tal. Partindo de manifestações sociais, os sociólogos clássicos da escola francesa já estudavam os costumes religiosos, enquanto se expandiam para além das fronteiras europeias – surgiu assim a figura do bon sauvage, tão famosa na literatura da época [3]. Para mais perto de nosso tempo, tivemos a expansão para as civilizações dos arquipélagos do Oceano Pacífico, com mais estudos sobre os nativos e o acompanhamento de uma religião que nascia dali: o caixismo ou o culto à carga [4]. Em nosso país, até hoje antropólogos visitam tribos isoladas e que, não raro, nunca tiveram contato com o “homem branco”. De seus estudos, saem vários tratados interessantes, como a série de relatos sobre a tribo dos Pirahãs [5].

E vamos ainda mais longe, quando tratamos dos traços universais que temos codificados em nosso DNA. A psicologia evolutiva trabalha de forma complementar às disciplinas sócio-filosóficas, como no caso da estética evolutiva [6][7]. O objetivo de tal disciplina é tentar enxergar as vantagens evolutivas dos mecanismos que nos permitem explorar a arte e a religião como formas culturais. Os estudos mais aceitos em comunidades especializadas dão conta da arte como produto acidental, pois é um uso diferente e novo para características isoladas que desempenhavam funções nobres para a nossa sobrevivência, como o reconhecimento de padrões na natureza, e para a seleção sexual, como os conceitos de beleza e agradabilidade [8].

Mesmo que se alegue que isso tudo não é realmente fazer arte ou participar de uma religião, a racionalidade não fica de fora da práxis. Nas artes, é inegável que entendemos melhor a música e a harmonia musical de um ponto de vista físico – com relação aos comprimentos de ondas das notas musicais – e matemático – com a noção de proporção entre as notas que, desde os gregos, nos dão escalas belas e agradáveis. A escala pentatônica, por exemplo, em suas várias modalidades surge com os estudos de Pitágoras sobre as divisões melódicas [9].

Saindo da música, a ideia de harmonia também contaminou a poesia, e basta citar a estrutura poética mais conhecida – o soneto. É a junção de dois quartetos e dois tercetos, com sílabas poéticas bem definidas e uma estrutura de rima variável, a depender do autor. Sua fórmula nada mais é do que a racionalização de um compasso musical que soa bem aos nossos ouvidos, ou seja, a teorização de algo que temos em nossa programação inata. Em ainda outras palavras: a justificação racional para a beleza percebida por nossos sentidos [10].

O mesmo pode-se dizer para a arquitetura, para a escultura e para a pintura. Esta última, aliás, desenvolveu-se de forma surpreendente quando os artistas ocidentais – notadamente a partir do Renascimento – passaram a aplicar avançados cálculos matemáticos para as proporções humanas. O famoso estudo do homem vitruviano de Leonardo da Vinci é pura e simplesmente a aplicação da proporção que o arquiteto e engenheiro romano Marco Vitrúvio Polião prescrevera para o corpo humano, já no séc. I a.C., e seguia os princípios arquiteturais de utilidade (utilitas), beleza (venustas) e solidez (firmitas) [11].

Quod erat demonstrandum, não só temos ótimas bases empíricas para decidirmos sobre as opções disponíveis, como também dispomos de grande arsenal racionalista para que nenhuma de nossas escolhas fique à mercê de arbitrariedades. Conforme avançamos e nos aprofundamos nas questões que sempre nos levaram ao autoconhecimento, resta pouco ou nenhum espaço para obscuridades. No fundo, não deixa de ser irracional – não no sentido de não usar a razão, mas de ser contra o que ela demostrou ser mais verdadeiro – que se alegue lacuna onde já não existe mais.

No mais, parece permanecer, a favor da crença em deus(es), o adágio latino geralmente atribuído a Tertuliano [12], que dá conta da crença no sentido mais peculiar para “fé”: o depósito de confiança em algo que se demonstra injustificável por quaisquer outros meios; a crença em algo para o qual não se tem a menor das evidências. Ficamos, enfim, com o poético mas tragicômico credo quia absurdum.

 

Notas:

[1] GOBRY, Ivan. Vocabulário grego da filosofia. Tradução de Ivone C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

[2] FONTANIER, Jean-Michel. Vocabulário latino da filosofia. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

[3] Página da Wikipédia sobre a idealização: <http://fr.wikipedia.org/wiki/Bon_sauvage>. Acesso em 03 abr. 2011. [em francês]

[4] Sobre o assunto, há um bom texto neste mesmo espaço: TEIXEIRA, Bruno. O início das religiões: o culto à carga. Disponível em: <http://deusnagaragem.ateus.net/2010/05/21/culto-a-carga/>. Acesso em 03 abr. 2011.

[5] Página da Wikipédia sobre o povo Pirahã: <http://en.wikipedia.org/wiki/Pirah%C3%A3_people>. Acesso em 03 abr. 2011. [em inglês]

[6] DE SMEDT, Johan. Toward an Integrative Approach of Cognitive Neuroscientific and Evolutionary Psychological Studies of Art. Disponível em <http://www.epjournal.net/filestore/EP08695719.pdf>. Acesso em 03 abr. 2011. [em inglês]

[7] DUTTON, Denis. Aesthetics and Evolutionary Psychology. Disponível em <http://www.denisdutton.com/aesthetics_&_evolutionary_psychology.htm>. Acesso em 03 abr. 2011. [em inglês]

[8] Sobre a religião como produto acidental, há outro texto neste mesmo espaço: MOURA, Jairo. Das origens da religião II: produto acidental. Disponível em <http://deusnagaragem.ateus.net/2010/12/15/1808/>. Acesso em 03 abr. 2011.

[9] Bobby McFerrin demonstrando que todos temos a escala pentatônica em nossa programação cerebral: <http://www.youtube.com/watch?v=ne6tB2KiZuk>. Acesso em 03 abr. 2011. [em inglês]

[10] Em português, Augusto dos Anjos tem, sem dúvidas, alguns dos mais belos sonetos. Para referência, “Versos Íntimos” é um ótimo exemplo. Há uma versão disponível em <http://www.releituras.com/aanjos_versos.asp>. Acesso em 03 abr. 2011.

[11] Página da Wikipédia sobre Marco Vitrúvio Polião: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitr%C3%BAvio>. Acesso em 03 abr. 2011.

[12] Página da Wikipédia sobre a discussão referente ao adágio: <http://en.wikipedia.org/wiki/Credo_quia_absurdum>. Acesso em 03 abr. 2011. [em inglês]

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34 Comments

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 8:36
    • Permalink

    Jairo,

    como de costume o que você quer com esse texto fica pouco claro, ou, por uma ironia do destino, pouco racional.

    Apenas sondando de forma despretensiosa: você está afirmando que a unica maneira legitima de fazer arte é racionalizando-a?

    Ah, há muitos campos do conhecimentos que são racionais, sem dúvida, como a própria história, mas você parece confundir o método pelo fim, quer dizer, enquanto o método da pesquisa histórica é racional os fins que esse método busca e também os resultados não são necessariamente “racionais”.

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 8:52
    • Permalink

    exemplos de “arte” racional…

    Bom dia, poetas velhos.
    Me deixem na boca
    o gosto dos versos
    mais fortes que não farei.

    Dia vai vir que os saiba
    tão bem que vos cite
    como quem tê-los
    um tanto feito também,
    acredite.

    (Poetas Velhos – Paulo Leminski)

    Poema que é bom
    acaba zero a zero.
    Acaba com.
    Não como eu quero.
    Começa sem.
    Com, digamos, certo verso,
    veneno de letra,
    bolero. Ou menos.
    Tira daqui, bota dali,
    um lugar, não caminho.
    Prossegue de si.
    Seguro morreu de velho,
    e sozinho.

    (Sem Budismo – Paulo Leminski)

    essa a vida que eu quero,
    querida

    encostar na minha
    a tua ferida

    (na minha a tua ferida – Paulo Leminski)

    não fosse isso
    e era menos
    não fosse tanto
    e era quase

    (não fosse isso – Paulo Leminski)

    E então?

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 8:57
    • Permalink

    Leminski deve ser excluído do panteão dos poetas por não se ater à uma lógica racional? O que dizer de Nietzsche então? Ou Kierkgaard?

    O que fazermos com tudo aquilo que nega o racional? Como Joan Mithcell, Jackson Pollock? Ou o Jazz espalhafatoso de Hermeto Pascoal, Sun Ra?

    O que fazermos com a contradição?

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 8:58
    • Permalink

    Sun Ra Arkestra – Shadow World

    http://www.youtube.com/watch?v=qtHmqbnuZQs

    Eis a racionalidade…rs

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 7 de abril de 2011 at 11:53
    • Permalink

    Sorel,

    Como de costume, não interpreta direito o que se diz e vem com espantalhos.

    Uma coisa é ser “racional” e outra é ser “racionalizável”.

    O próprio texto começa com a diferença, mas seria demais pedir para notá-la?

    Jairo Moura.

  1. Não sei , talvez se tu fala se menos eu entenderia

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 19:36
    • Permalink

    Jairo,

    suas opiniões acerca da arte e da música levam a entender justamente o contrário do que você defende neste ultimo comentário.

    Tudo é racionalizavel? É, isso esta claro desde os gregos antigos, mas uma coisa é racionalizar um poema, uma pintura abstrata do século XX e outra coisa é o próprio poema e a própria pintura, que carregam lógicas internas diferentes.

    Se eu escrevo sobre uma pintura do Pollock, falo das cores, do sentido delas em sua temporalidade, do momento em que o autor vivia, sua vida particular, etc., eu estou racionalizando sua obra, mas isso não quer dizer que aquilo que eu racionalizo e o próprio quadro são as mesmas coisas, isso, entre outras coisas, é uma das percepções do Husserl, para citar somente um exemplo.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 7 de abril de 2011 at 19:47
    • Permalink

    Sorel,

    Mais uma vez demonstra que foi falha na sua interpretação.

    Simplesmente mostrei que somos equipados com mecanismos para entender a realidade de forma racional.

    Não falei de uma interpretação correta de obras de arte, até porque esta é minha área de formação e sei bem como funciona a crítica artística.

    Não sei se viu o vídeo que indiquei nas notas, mas Bobby McFerrin revela que todas as plateias agem como aquela, ou seja, que, mesmo sem entender teoria, crítica ou filosofia da música, conseguem se manter na escala e antever quais serão as próximas notas.

    No mais, não só é óbvio que sabemos disso desde os gregos, como foi exatamente pelos gregos que comecei o texto.

    Não obstante a obviedade, ainda há gente que a nega. O texto é direcionado para esse grupo e mostra por que provavelmente estão errados, de acordo com o que já sabemos.

    fabio,

    Seria mais interessante se falasse o que não entendeu. Assim, teria condições de ajudá-lo, caso seja seu desejo.

    Jairo Moura.

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 20:13
    • Permalink

    Jairo,

    não vi o video e nem li a fonte, não simpatizo muito com estudos que edificam uma “essencia” humana. Até porque se escuto uma música que ativa uma dada memória da minha vida com certeza não reagirei como alguém que tem pouca afetividade com a mesma música.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 7 de abril de 2011 at 20:18
    • Permalink

    Sorel,

    Eis o problema. Se tivesse visto, saberia que Bobby McFerrin — famoso por suas vocalizações “jazzísticas” — estava entre cientistas para mostrar o lado do artista no tópico que se comentava.

    Não se fala em “essência” humana, mas em programação biológica. Em psicologia evolutiva. Mesmo as diferentes percepções podem ser estudadas sob este aspecto.

    É o que fazemos, por exemplo, para saber o que afeta a empatia em psicopatas; ou como a cultura pode moldar — mais especificamente a língua nativa ou a estrangeira — nossas preferências internas.

    É uma pena que não simpatize com estudos tão bem elaborados e profundos.

    Jairo Moura.

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 20:21
    • Permalink

    É justamente o ponto em que você não sabe o que quer.

    Gostaria de saber quem nega que qualquer coisa pode ser racionalizada, inclusive, uma experiência religiosa, o problema é que uma experiência religiosa esta no campo do absurdo/absoluto e mesmo que eu ou você racionalize esta experiência, a partir de um pensamento racional jamais adentraremos no âmago da questão, que é este absurdo que escapa a qualquer lógica racional.

    O que falei sobre arte segue a mesma lógica, tem obras de arte que só podemos criar interpretações, mas que jamais irão esgotar as interpretações possíveis por escapar desse reducionismo.

    • Sorel
    • Posted 7 de abril de 2011 at 20:23
    • Permalink

    Exemplo deste louco que matou crianças inocentes no Rio de Janeiro, podemos racionalizar sobre a loucura dele, mas o que pensarmos dele a partir das nossas ferramentas jamais se confundira com a loucura em si. Sempre havera esta brecha.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 7 de abril de 2011 at 20:27
    • Permalink

    Sorel,

    Se ler os comentários do texto imediatamente anterior, verá exemplos de pessoas que negam.

    No mais, não falei em esgotar interpretações, assim como não falei em uma interpretação certa.

    Falei só e tão-somente só que, por mais diferentes que sejam as interpretações, elas não escapam da racionalidade.

    Sobre o exemplo recente, é exatamente isso. Não precisamos sentir exatamente como ele — ou como qualquer outra pessoa — para entendermos o básico, geralmente válido para todo um grupo.

    No fundo, vejo que, à parte do que você acha que não está bem dito no texto, não há maiores pontos de discordância.

    No entanto, assim como você bem alega que não podemos entrar no âmago de uma questão sem nos ligarmos à sua lógica interna, é verdade que não conseguirá entrar no âmago de algumas discussões levantadas por meus textos se não se dispuser a entender a lógica interna usada neles.

    Ratifico a recomendação para que assista ao vídeo de Bobby McFerrin.

    Jairo Moura.

    • ARIOVALDO BATISTA
    • Posted 10 de abril de 2011 at 22:55
    • Permalink

    Parece que autor contrapõe “Deus” à racionalidade. Acontece que só o homem tem Deus, nenhum outro ser vivo QUE CONSIDERAMOS, ATÉ ERRADAMENTE QUE SEJAM IRRACIONAIS, POSSUEM QUALQUER NOÇÃO DE DEUS.
    Logo, DEUS É EVIDÊNCIA DE RACIONALIDADE, E NÃO O CONTRÁRIO.
    A realidade é que nos tornamos “irracionais” quando avançamos um pouco sobre a razão.

    No primeiro ano da faculdade, eu considerava os professores como “gênios”, no segundo, havia dúvidas, no terceiro os professores eram uns “panacas”, no quarto os professores pareciam mais importantes, e no quinto, SEM UM PROFESSOR, NÃO TINHA COMO TERMINAR O CURSO!

    Na nossa vida as coisas são análogas, tem um instante que todos os conhecimentos são “panaquices de crenças”, quando na infância, nos eram “ídolos”.
    Caro amigo, O SEU DEUS NA GARAGEM É “SEUS ÍDOLOS” SENDO QUESTIONADOS, nenhum cão precisa de Deus, só o homem, PORTANTO, CARO AMIGO, QUANDO VOCÊ AMADURECER SUAS IDÉIAS PODERÁ DESCOBRIR QUE DEUS É APENAS RECONHECER QUE ESTAMOS EVOLUINDO RACIONALMENTE. Se não, precisaríamos continuar como os demais seres vivos, CUJA INTELIGÊNCIA É A MESMA DESDE QUE SUAS ESPÉCIES SURGIRAM!

    Sabemos hoje que qualquer espécie É INTELIGENTE, principalmente porque o homem pode “amestrá-las”. A evidência de evolução intelectual é a capacidade de “ensinar”, e quando começamos ensinar às avessas, ESTAMOS RETORNANDO AO GRAU IRRACIONAL DAS DEMAIS ESPÉCIES. Um cão só entra na igreja porque encontra a porta aberta, QUANDO ENSINAMOS AO PRÓPRIO HOMEM QUE DEVEMOS AGIR COMO CÃES, ESTAMOS ENSINANDO ÀS AVESSAS.
    Por outro lado ensinar que devemos entrar na igreja “somente quando a porta está aberta”, é a outra forma irracional de ensinar, que considero como os famosos DOGMAS DE FÉ.

    Quando dogmatizamos, RESTRINGIMOS O CONHECIMENTO FECHANDO AS PORTAS DO CONHECIMENTO.
    Artes, religião e ciência são meros acervos de conhecimentos acumulados ao longo da humanidade, e estão sempre de portas abertas para cada um. A IGREJA, O ARTISTA E os CIENTISTAS FECHAM AS PORTAS DOS CONHECIMENTOS COM SEUS RESPECTIVOS DOGMAS DE FÉ. Esse é o grande problema das igrejas, das empresas e instituições e até mesmo da arte como prática.
    Do ponto de vista do pragmatismo, acho que a artes é o paradigma da excelência, de se fazer o que seja o melhor. A religião é o paradigma da moral, isto é, fazer o que é justo, que sempre se limita nas leis. A ciência é o paradigma de se fazer o que seja certo, isto é, a essência da razão.
    O que é certo agora, contudo, nem sempre é justo e mais ainda, O MELHOR. ESSE É O SENTIDO DA EVOLUÇÃO DA MENTE.
    Por isso religião, ciência e artes se complementam como o intelecto, a moral e a ética, MUITO LONGE, PORTANTO, DA TESE DO TEXTO.
    O que você está colocando na garagem são seus ídolos “quebrados”, basta reconstruí-losou reformulá-los novamente!

    Um dia, no seminário, perguntei a um padre se Deus era Infinito, porque há ruindades, destruições etc.? A resposta foi que Deus não era para ser entendido, MAS APENAS ADORADO. Achei por muitos longos anos a resposta mais idiota que pude encontrar sobre Deus. DEPOIS ESTUDANDO MELHOR NOS ÚLTIMOS 20 ANOS (estou com 73), O PADRE ESTAVA CERTO, apesar de não ter sequer percepção disso, pois estava apenas repetindo um “dogma de fé”, MAS ESTAVA CERTO. Pensar em Deus como um princípio SIMPLIFICA TUDO.

    arioba.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 11 de abril de 2011 at 9:20
    • Permalink

    Ariovaldo Batista,

    Sabemos bem as origens biológicas da religião e o tema foi explorado em outro texto. Como é um produto acidental, há várias características envolvidas e muitas delas estão presentes em primatas superiores, por exemplo.

    No mais, você apelou para o deus incompreensível pela racionalidade. É uma posição muito advogada, mas que descarta toda a produção teológica que a própria Igreja Católica construiu.

    Concluindo, você cai em erro conceitual quando diz que a religião é responsável pela moral. Se for de seu interesse, veja outros textos — meus e de outros autores — sobre o assunto.

    Jairo Moura.

    • sorel
    • Posted 11 de abril de 2011 at 11:39
    • Permalink

    “A resposta foi que Deus não era para ser entendido, MAS APENAS ADORADO.”

    Num certo sentido, esta resposta contém em formato embrionário a semente de todo e qualquer regime totalitário.

    • Estético
    • Posted 14 de abril de 2011 at 14:40
    • Permalink

    “Nas artes, é inegável que entendemos melhor a música e a harmonia musical de um ponto de vista físico”

    Nada poderia ser mais falacioso do que isso. Você já conversou com um músico sobre isso? Será que ele deixaria de tocar no meio de uma música para explicar a harmonia para seus ouvintes ou o objetivo da musica é estético, isto é, do grego: sensações?

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 14 de abril de 2011 at 17:01
    • Permalink

    Estético,

    Falacioso é dizer que entender é explicar — e principalmente que só funciona se explicar no momento em que estiver tocando.

    No próprio texto há a implicação — e o exemplo que McFerrin nos dá — de que temos boa noção do que é esteticamente agradável.

    No mais, não falei do objetivo da arte. Simplesmente falei que a técnica (palavra grega para a própria “arte”) ajuda a entendê-la.

    Jairo Moura.

    • ARIOVALDO BATISTA
    • Posted 15 de abril de 2011 at 8:27
    • Permalink

    Caro Jairo, a “história da religião” que você advoga é a que você admite ou conhece, senão, poderia explicar por que nenhum cão precisa de religião, e a maioria dos homens precisa, pelo menos assim o admitem! Eu não disse que a religião ´”biológica”, mas é “mental”!
    Não sei de onde concluiu sobre que eu “apelei” pela idéia de “deus” incompreensível pela racionalidade, aliás, você escreveu certo, “deus minúsculo” que significa nossos “ídolos” de um “Deus” maiúsculo, um mero PRINCÍPIO RACIONAL. Sem inteligência que evolua, NÃO HÁ DEUS ALGUM!!
    Quanto à religião como paradigma, TENHO LIDO VÁRIOS TEXTOS ATEUS, e simplesmente não se consegue distinguir quando falam de religiões ou de igrejas, onde colocam no mesmo saco coisas diferentes. É como falar da imoralidade das armas atômicas, como se fossem “imoralidades da ciência”, mero equívoco de fanatismo “religioso”, como qualquer outro.
    arioba

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 15 de abril de 2011 at 11:00
    • Permalink

    Ariovaldo Batista,

    Não advogo por nenhuma história da religião. Falei dos estudos em psicologia evolutiva e neurociências. A religião é vista como um produto acidental de outras características, como a crença em um agente e a reverência comum em primatas.

    Não há deus maiúsculo a menos que seja autoevidente. Se você advoga por um deus que é ainda diferente daquele das mais diversas denominações já existentes, é seu ônus provar. Até lá, não será digno sequer de crença, quanto mais de adoração.

    A diferença entre religião (enquanto sinônimo de denominação) e igreja é tênue, quando existe. Se fala apenas do sentimento de adoração a algo (não necessariamente agentes sobrenaturais), o termo técnico mais usado é “religiosidade”.

    Jairo Moura.

    • hmmm
    • Posted 16 de abril de 2011 at 22:00
    • Permalink

    Manchete da noticia:

    Estudo ataca suposta existência de uma “gramática universal”

    Uma pesquisa que acaba de chegar às páginas da revista científica “Nature” ataca a ideia de que as cerca de 7.000 línguas do planeta possuem certos traços profundos que seriam comuns.

    Continuação: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/902523-estudo-ataca-suposta-existencia-de-uma-gramatica-universal.shtml

    Jairo,

    nesse caso,

    como fica a hipótese da psicologia evolutiva que tem como base Chomsky? :o

    Ah sim, a psicologia evolutiva é uma das hipóteses cientificas existentes, mas não a única?

    O que pensa disso?

    • Hugo
    • Posted 17 de abril de 2011 at 9:28
    • Permalink

    De novo essa história de evidências..,
    Até hoje ninguém nunca viu um elétron, e no entanto o mundo funciona, e bem, com base nesse modelo.
    Como funciona também a física newtoniana, que já se provou ser FURADA.
    A verdade é muito mais complexa que essa conversa fiada de evidências, que o diga o Morrin, da teoria da complexidade…
    A filosofia, vou citar Russell e Hume como exemplos, há muito tempo advogam que as tais evidências, nossos sentidos, nossas percepções só podem ser cegamente seguidas, como parece ser a proposta da rapaziada deste site, como u a entrega acrítica, um ato de fé, e dos mais devotos…

    • Hugo
    • Posted 17 de abril de 2011 at 10:19
    • Permalink

    Complementando, cito um exemplo nascido de Bertrand Russell e reproduzido por Nassim Taleb, cujo livro recomendo.
    As pessoas tendem a seguir a lógica do peru: durante mil dias é muito bem cuidado e alimentado, e à medida em que o tempo passa E AS EVIDENCIAS se acumulam, a confiança aumenta a ponto de que o conhecimento é construído – nasci para ser cuidado e alimentado, pensa e pobre Peru, fundado em suas evidências.
    Aí chega o 1001o dia, véspera de Natal, e o açougueiro faz seu serviço.
    Claro que as evidências são muito relevantes. Mas não podem ser absolutas, como crêem alguns. De fato, muitas vezes as evidências são a antítese do conhecimento, como essa metáfora indica.

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 17 de abril de 2011 at 11:13
    • Permalink

    hmmm,

    Eu recebi essa pesquisa, na época, com grande satisfação. A hipótese da gramática universal já era atacada com a simples comparação com as línguas do tronco oriental, por exemplo. No entanto, ela serve muito bem ao tronco indo-europeu. A psicologia evolutiva não trata das línguas, mas das ferramentas biológicas necessárias para que elas emerjam. Se tiver interesse, veja este ótimo artigo que mostra como a linguística pode ser complementada pela Psicologia Evolutiva: http://www.epjournal.net/filestore/EP06213216.pdf

    Como bem disse, hipóteses científicas não são únicas e só permanecem caso sejam corroboradas pelas evidências. É o que tem acontecido com muitas das hipóteses da Psicologia Evolutiva. Sinceramente, não vejo por que o fato de algo ser único seja sinônimo de qualidade. Quando escrevi sobre um artigo que apontava para as origens biológicas da religião, a divisão em duas partes mostrava exatamente a divisão das hipóteses explicativas. A qualidade está em demonstrar por que uma delas tem maior poder explicativo que a outra.

    No mais, Chomsky ou qualquer outro pensador — lembrando que ele não era cientista em sentido estrito — pode e deve ser criticado, caso suas ideias não correspondam com os fatos. Não deve haver nenhum tipo de respeito irrestrito à autoridade senão àquela que vem das observações.

    Jairo Moura.

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      Jairo Moura
    • Posted 17 de abril de 2011 at 11:20
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    Hugo

    Sempre com essa “história de evidências”, sim. Simplesmente porque é a melhor forma de conhecimento que temos. O seu erro primeiro é achar que evidência só vem da visão. Não precisa ver um elétron para levar um choque em uma tomada que funciona com uma corrente deles.

    A física de Newton não é furada, é simplesmente inadequada para grandes velocidades ou centros gravitacionais muito fortes. Pergunte a um engenheiro mecânico se ele usa as equações relativísticas e entenderá do que eu falo.

    Você fala de evidências, mas cita um erro de indução que é exatamente a força da observação. O exemplo do cisne negro de Popper é emblemático e serviria para abandonar nossa confiança de que todos os cisnes são brancos.

    Esse critério de falseabilidade é a maior força da ciência em sentido estrito e é assim que ela deixa para trás hipóteses que já não explicam as observações.

    Em resumo, temos evidências diretas e indiretas de tudo o que manipulamos e o fato de não termos compreensão sobre tudo é simplesmente o motor para que continuemos seguindo o caminho dos estudos, não para pararmos em uma crença sem fundamentos sobre agentes sobrenaturais que já são muito bem explicados por vários ramos de nossa empreitada.

    No mais, é interessante ver que só tem aversão a evidências quem não as tem, sejam diretas ou indiretas.

    Jairo Moura.

    • Hugo
    • Posted 17 de abril de 2011 at 18:57
    • Permalink

    Jairo,
    Quem falou em visão? Usei o verbo ver porque a palavra evidência também o evoca.
    E afirmar que a busca pela verdade tem que se bitolar em evidências, vou repetir, é balela, é puro fideísmo. A filosofia diz isso há pelo menos 1800 anos com SExto Empírico.
    A propósito, a rigor, o elétron não passa de um construto teórico – já que ninguém jamais o comprovou Empiricamente. Trata-se de um modelo que funciona bem. Nem preciso perguntar isso a outro engenheiro…
    Enfim, confiar em evidências é agarar-se a uma bóia furada, esse é o meu ponto. Nem preciso chegar aos atributos ontológicos de Deus para ratificá-ló, tamanha a fragilidade desse posicionamento.
    Melhor é fazer como a maioria dos “ateus” que na realidade, não tendo como justificar a opinião e não apelando para a falácia da falta de evidências, dizem que são ateus quando são apenas anticlericais.

    • Hugo
    • Posted 17 de abril de 2011 at 19:06
    • Permalink

    Complementando, sou o teísta, mas você é que é o dogmático impondo uma restrição que inviabiliza qualquer debate. Desse jeito não dá. Prove algo que ambos sabemos, que HItler era um mau sujeito. Impossível, pois caráter não se mede, nem ódio, nem amor, nem saudade, nem felicidade, nem alegria… E essas coisas existem, ou você duvida?
    ps. Só não venha com a história de que é tudo reação química ou descarga elétrica, não há a menor evidência disso. Se disseram algo do tipo, vou acusá-ló de pensamento mágico…

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      Jairo Moura
    • Posted 17 de abril de 2011 at 19:38
    • Permalink

    Hugo,

    Você mesmo falou em visão quando disse que ninguém já vira um elétron. Evidências diretas e indiretas para eles temos aos montes.

    Qualquer coisa que afirmarmos ser verdade deve constituir evidências. Até mesmo a pura filosofia especulativa depende delas. Precisamos saber se nossas previsões funcionam e a única forma é confiar nos resultados.

    A propósito, precisa ler mais sobre as descobertas científicas das últimas décadas e perguntar a um físico, dessa vez. Não só foi comprovado empiricamente, como podemos usar as equações da mecânica quântica para descrevê-los como a qualquer outra partícula — atômica ou subatômica.

    Entendi muito bem o seu ponto. Só que tudo o que conseguimos foi exatamente por desconsiderá-lo. Felizmente é a postura dominante e vemos o progresso resultante.

    Sobre deus(es), não precisa sequer me mostrar as suas ratificações. Pode fazer isso a um jornal filosófico com revisão de pares e se tornar famoso como o homem que conseguiu prová-lo.

    A falta de evidência não é uma falácia; é simplesmente a suspensão do juízo, elaborada pelo mesmo Russell que você fez questão de citar no outro comentário.

    Não há nenhuma restrição além daquela por evidências. Se quiser debater palavras soltas, procure um fórum mais apropriado.

    Quantificar sentimentos é uma falácia de redução. Não precisamos torná-los números para estudá-los. Vide a medicina interventiva que atua sobre a química cerebral. Por mais que não goste, a melhor evidência é a revolução farmacológica no tratamento de distúrbios cerebrais.

    Mas você será sempre livre para confiar que um esquizofrênico não precisa de medicação porque seu problema não é de natureza química.

    Jairo Moura.

    • Hugo
    • Posted 17 de abril de 2011 at 22:52
    • Permalink

    Ok jairo, confirmei minhas suspeitas. Você é bem sectário, mas vou debitar à pouca idade…

    Não lhe importunarei mais, pois não há como dialogar.

    Obs.Vá ler você, e de preferência saia um pouco da wikipédia…

    Hugo

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 18 de abril de 2011 at 6:12
    • Permalink

    Hugo,

    Posar de vítima é uma tática bem conhecida por aqui, principalmente quando começam o ataque e não têm como sustentá-lo.

    Fica a dica para ler as referências bibliográficas de vários dos meus artigos que não se limitam a creditar a Wikipédia, que, por sinal, é uma ótima iniciativa e fonte de conhecimento.

    No mais, envelhecer não garante sapiência, ou então creio que você não usaria dessa falácia para mascarar a falta de respostas.

    Jairo Moura.

    • Hugo
    • Posted 18 de abril de 2011 at 6:34
    • Permalink

    Jairo, quero me desculpar pelo meu último comentário se soou agressivo. Não foi minha intenção. E também não pensei em posar de vítima.
    Mas você sim se fechou todo, não aceitando discutir “palavras soltas”. Bem, soltas no sentido de que não se deixam aprisionar nesse esqueminha de evidências que vocês prezam tanto por aqui.
    Outra coisa, se aos discordantes é recomendado “procurar fórum apropriado”, fico pensando se vocês realmente querem comentários.
    No mais fica o que considero minha contribuição ao debate.

    • wolph
    • Posted 18 de abril de 2011 at 15:05
    • Permalink

    “Confiar em evidencias é se agarrar em uma bóia furada”.
    Realmente, melhor se agarrar em deuses, orações, etc. Quando convém, pois no caso de pane em qualquer máquina, mesmo a humana, a filosofia, a religião, etc. nem sequer são aventadas, pelo menos para os lúcidos. Aventar a possibilidade que o elétron não é precisamente descrito, mas crer em um ser imoral e ausente soa tão bizarro como “descrer” da corrente elétrica.

    • ARIOVALDO BATISTA
    • Posted 21 de abril de 2011 at 12:41
    • Permalink

    Caro Jairo, a saída de qualquer ateu é “provar” da “forma como queiram” que seja provado. Gostaria de que vocvê me provasse a existência do “ponto ou da reta”, e lhe garanto que lhe poderei da mesma forma provar a “existência de Deus” que é um mero princípio mental do homem. O QUE EXISTE PARA MIM É APENAS A PERCEPÇÃO MENTAL QUE DECORRE DE UMA EVOLUÇÃO RACIONAL DE QUE NÃO PODEMOS ENCONTRAR UM EFEITO SEM CAUSA!
    Se você admite que a causa de algo pode ser o “nada”, chamo isso de seu “deus”, que você acreditar como qualque outro crente, que pode fazer os “milagres que o Deus do crente não pode”.
    Mas crença, como gosto, NÃO SE DISCUTE.
    arioba

    • Error: Não foi possível criar o diretório uploads/2017/06. O diretório pai possui permissão de escrita?
      Jairo Moura
    • Posted 21 de abril de 2011 at 13:02
    • Permalink

    Ariovaldo Batista,

    A saída de qualquer religioso é dizer que as melhores formas de suportar uma hipótese são arbitrariedades.

    Pontos e retas são abstrações matemáticas de noções de senso-comum e não precisam de existência física. Se disser que o seu deus é da mesma forma, tudo bem. Só provará que só existe em nossas mentes.

    É a mesma alegação desde Aristóteles e já há textos aqui mesmo neste espaço refutando-a. Se não for suficientemente científico, leia o livro indicado de Michio Kaku.

    Em primeiro lugar, precisaria definir o que é nada. No entanto, se blinda sua fé contra discussões, perde qualquer direito de atacar quem deseja discutir. Se não é de seu agrado, pode simplesmente calar-se e crer para si.

    Mas, como todo crente que já visitou este espaço, não basta somente crer. Deve incomodar que pensem diferente.

    Jairo Moura.