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Algo que nos interessa, a princípio, é a etimologia da expressão utilizada no título. Pois bem: Hocus Pocus, segundo o linguista Jairo Moura, “é pseudo-latim e tenta emular a primeira declinação dos nomes; os magos usavam porque era a língua ‘oficial’ para conjurar magias”; ou seja, é apenas uma expressão que os mágicos adotaram há alguns séculos para distrair a plateia; tão significativa quanto shazam!. Enquanto a platéia se concentrava no Hocus Pocus!, mil coisas aconteciam nas mãos do mágico e atrás das cortinas. Uma ótima forma de tapear o povão.

Devidamente apresentada a expressão, vamos ao que se segue: um amontoado de truques para você fazer e divertir sua família ou, quem sabe, tornar-se um grande bruxo, macumbeiro, médium, pastor, trombadinha… enfim, qualquer coisa relacionada à religião.

Brincadeiras à parte, é provável que você já tenha percebido o quanto as religiões tem-se utilizado das artimanhas dos mágicos para iludir multidões de pobres coitados (nem sempre a palavra pobre está relacionada ao financeiro, mas também ao intelecto). James Randi que o diga.

Sei que, apesar desta revista ser voltada, principalmente, ao público ateísta, muitos religiosos tem nos visitado, e mesmo esses hão-de convir que, pelo menos fora de suas religiões, o que não falta são charlatões posando de super-heróis.

Lembro que cheguei ao ateísmo após experimentar muitas religiões (nem todas ativamente, mas sem medo dos rituais). Acredito que não há modo melhor e mais divertido de compreender e trucar religiões do que quando já se experimentou pelo menos um pouquinho delas.

Proponho então aos ateus que, como eu, se divertem com as crendices; aos agnósticos, que não têm medo de experimentar para tirar a prova; e aos teístas que ousam arriscar a alma pela comprovação dos fatos; que comprem suas velas, aprendam a fazer farofa e energizem suas auras, porque testaremos, a partir dos próximos textos, milagre por milagre, mandinga por mandinga, cada superstição que pudermos imaginar, das mais light às mais pesadas (exceto os sacrifícios; a não ser que eu descubra uma seita em que se possa utilizar ratos de laboratório como sacrifício).

Chega de pilantras e charlatões gritando palavras mágicas e tapando nossa visão. Veremos o show de cima do palco, com os olhos no movimento por detrás das cortinas e ignorando as distrações.

Que rufem os tambores!